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Perder a inocência é perder tudo

A partir deste dia tenho uma acompanhante que vai lançar os seus textos neste blog. Chama-se Iridis  e é tão sentimental como eu 🙂 Espero que gostem e ela também…

Um abraço da equipa Sentimento&Emoções.

Será que sabe tudo sobre relações?…

Eu posso já garantir-lhe que não sabe! Quer esteja numa relação de longos anos, quer tenha tido diversos relacionamentos ao longo da vida, mesmo que já tenha idade para ter bisnetos, na verdade todos os dias aprendemos mais um pouco, e acabamos por morrer sem saber muitas das coisas que achávamos saber agora.

Hoje em dia vivemos o culto da palavra sexo. Em qualquer programa de televisão, filme, novela, revista, jornal, publicidade e (quase que poderia dizer: em qualquer) livro… a banalização do sexo está a destruir todo o conceito da palavra relação. Atrevo-me mesmo a confessar que às vezes sinto que o mundo está perdido, quando vejo um reality show a declarar que “o amor está no ar”, quando na realidade estamos a falar de relações fantasiosas completamente baseadas em aparências, sexo, dinheiro, fama… (e o pior é que eles sabem disso, mas e os espetadores?…)

Esta manipulação da comunicação social no que toca a relações humanas está a confundir os sentimentos da maior parte das pessoas. Quando ouço alguém dizer-me “eu não sou assim; sinto-me uma ET; acho que nasci no tempo errado”, apercebo-me que este é de facto um problema bastante grave! Porque neste mundo é muito fácil repetir o comportamento dos outros para se adaptar e ser igual aos outros; o difícil é ser diferente e não abandonar os nossos princípios seja em que situação for.

O mais grave desta situação são as crianças… os jovens… os adultos de amanhã que estão a crescer sob estes princípios e que (na maioria das vezes) não têm quem lhes diga que não faz mal ser diferente, que é na diversidade que está a autenticidade de cada um de nós. Pelo contrário, a sociedade está sempre a pressioná-los para que sejam iguais aos outros, caso contrário acabam por ser marginalizados (e sofrer de bullying).

RELAÇÃO

Vamos então refletir sobre o significado da palavra relação. Como podem ver pela definição no dicionário: relação não significa praticar sexo! Talvez hajam muitas pessoas que confundam com o seu plural: relações (ato sexual, cópula). Por exemplo, quando alguém diz “Eu estou entre relações”, talvez pretenda dizer que vai fazendo sexo com quem calha e vai passando assim o tempo até encontrar alguém que lhe faça querer ter uma RELAÇÃO. E se assim for, não tenho nada contra.

O problema é que na maioria das vezes não é isso que as pessoas sentem. Há uma confusão enorme entre o que é gostar de alguém e o que é a atração física. As pessoas mal se conhecem e já acham que se amam muito, mas passado um ou dois meses (se tanto) já nem sequer têm consideração pela outra pessoa. A esse comportamento dá-se o nome de paixão. É o desejo ardente de estar com aquela pessoa, a vontade de fazer sexo, não poder respirar sem ter aquela pessoa perto de nós. No entanto, a paixão é passageira, e a seguir a ela vem a derradeira prova. Será isto amor?

Na realidade, muitas pessoas não sabem o que é amar alguém. E este assunto torna-se importante por esta mesma razão. Há cada vez mais depressões e pessoas infelizes, e em parte é devido às relações humanas de hoje em dia, ou à falta delas. Vamos novamente ao dicionário:

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Está aqui toda a informação de que precisamos, agora só necessitamos de a pôr em prática. É importante que não tenhamos receio de nutrir estes sentimentos por alguém, muito pelo contrário, a sensação de amar e ser amado é a melhor do mundo! E aqui refiro-me a todos os tipos de amor, seja entre familiares, amigos ou namorados.

Não deixe de amar alguém pelo medo de sofrer, de ter uma desilusão, por não ter paciência para aceitar o outro por todas as suas qualidades e defeitos. Amar é isso mesmo. As relações sexuais são importantes para a intimidade de um casal, mas nunca devem ser a base da relação. Porque todos sabemos como isso acaba. É importante que saibamos que uma relação amorosa ou de amizade exige muito de nós e tem os seus altos e baixos. E é ainda mais importante que os adultos acompanhem as crianças e jovens no seu crescimento, e que não os deixem esquecer-se da razão pela qual viemos nós ao mundo, senão para amar.

Vamos amar mais! Vamos sentir mais! Vamos viver mais! Combinado?

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Serei sempre eu com uma chávena de café!

Por vezes forte, meiga e por outras vezes ácida, fria e deprimida esta serei sempre eu.
Nem sempre igual ao que escrevo e ao que exprimo, há dias que não me apetece revelar quem realmente sou e há dias que revelo realmente quem eu sou.
Mas quem olhar bem, repara que eu me apaixonei pelo sol vibrante de tanto calor e pela rapariga que apesar de tudo ama ser quem é.
Esta serei sempre eu com uma chávena de café para aquecer nos dias mais frios e acordar-me nos dias mais tenebrosos.  Sou uma pessoa ardente, árdua que mostra os pés bem assentes na terra, que ama ser como é, que vive  sempre, que diz muitas vezes que é feliz mas muitas vezes que nada melhorou e a chávena derramou.

Em momentos, pergunto-me porque a vida é tão ingrata,  tão mal merecida e necessito saber realmente quando esta etapa chegará ao fim. Assim, perdemos a alegria, o sentido da vida e insistimos permanecer nela até tudo voltar ao que era antes.  A vida é mesmo assim, ninguém pode prever ao mesmo tempo o presente e o passado, muito menos o futuro, quando tentarmos entender as coisas que acontecem connosco, sentimo-nos culpados, sem rumo e com uma grande angústia  porque a nossa alegria desapareceu.

As coisas passam, e o que podemos realmente fazer é deixar ir é bom realmente mudar, mudar para melhor e isso eu tento fazê-lo todos os dias. Tudo que existe neste mundo visível é uma manifestação de um mundo invisível e tudo que está num mundo invisível reaparece. Ninguém advinha a sorte muito menos sabe o seu azar, portanto é certo que às vezes ganhamos outras vezes perdemos. Existimos porque a vida assim o é e somos seres obrigados a viver do que o destino previu.

Esperando muito de mim, muito mais do que eu posso imaginar, é por essa razão que eu muitas vezes tento fugir. Eu sou apenas uma rapariga normal como tantas outras, que olha para si mesma e percebe que muitas das vezes o coração gelou. Olho para mim  e reparo que a minha pele é bem seca, os meus olhos penetrantes, a minha boca húmida e as minhas mãos geladas, mostram coragem, sonho e união.

Esta serei sempre eu com uma chávena de café, para o bem e para o mal, luto por aquilo que sou, desistir, nunca, irei atrás do meus grandes objectivos e o que a vida assim me reservou cheia de desafios. Esta serei sempre eu, o suficiente para encarar a mim mesma, fazendo-me de forte e trazendo a paz e a felicidade que sempre desejei.
Só quero que aceitem como eu sou, porque não tenho garantias de nada, nem tenho a defesa de ser alguém perfeito, eu também erro e errar faz parte da natureza humana, eu também falho, porque falhar faz parte do carácter da pessoa. Meu conhecimento é incompleto e procuro a todo o tempo ser uma aprendiz, porque sou eu, só eu, e tenho um longo caminho a percorrer, assim como todos nós, porque eu sou sempre eu e não existe mais ninguém igual a mim.

“Apesar de tudo, eu sou apenas eu.” 
Camille Labanca



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