Serei sempre eu com uma chávena de café!

Por vezes forte, meiga e por outras vezes ácida, fria e deprimida esta serei sempre eu.
Nem sempre igual ao que escrevo e ao que exprimo, há dias que não me apetece revelar quem realmente sou e há dias que revelo realmente quem eu sou.
Mas quem olhar bem, repara que eu me apaixonei pelo sol vibrante de tanto calor e pela rapariga que apesar de tudo ama ser quem é.
Esta serei sempre eu com uma chávena de café para aquecer nos dias mais frios e acordar-me nos dias mais tenebrosos.  Sou uma pessoa ardente, árdua que mostra os pés bem assentes na terra, que ama ser como é, que vive  sempre, que diz muitas vezes que é feliz mas muitas vezes que nada melhorou e a chávena derramou.

Em momentos, pergunto-me porque a vida é tão ingrata,  tão mal merecida e necessito saber realmente quando esta etapa chegará ao fim. Assim, perdemos a alegria, o sentido da vida e insistimos permanecer nela até tudo voltar ao que era antes.  A vida é mesmo assim, ninguém pode prever ao mesmo tempo o presente e o passado, muito menos o futuro, quando tentarmos entender as coisas que acontecem connosco, sentimo-nos culpados, sem rumo e com uma grande angústia  porque a nossa alegria desapareceu.

As coisas passam, e o que podemos realmente fazer é deixar ir é bom realmente mudar, mudar para melhor e isso eu tento fazê-lo todos os dias. Tudo que existe neste mundo visível é uma manifestação de um mundo invisível e tudo que está num mundo invisível reaparece. Ninguém advinha a sorte muito menos sabe o seu azar, portanto é certo que às vezes ganhamos outras vezes perdemos. Existimos porque a vida assim o é e somos seres obrigados a viver do que o destino previu.

Esperando muito de mim, muito mais do que eu posso imaginar, é por essa razão que eu muitas vezes tento fugir. Eu sou apenas uma rapariga normal como tantas outras, que olha para si mesma e percebe que muitas das vezes o coração gelou. Olho para mim  e reparo que a minha pele é bem seca, os meus olhos penetrantes, a minha boca húmida e as minhas mãos geladas, mostram coragem, sonho e união.

Esta serei sempre eu com uma chávena de café, para o bem e para o mal, luto por aquilo que sou, desistir, nunca, irei atrás do meus grandes objectivos e o que a vida assim me reservou cheia de desafios. Esta serei sempre eu, o suficiente para encarar a mim mesma, fazendo-me de forte e trazendo a paz e a felicidade que sempre desejei.
Só quero que aceitem como eu sou, porque não tenho garantias de nada, nem tenho a defesa de ser alguém perfeito, eu também erro e errar faz parte da natureza humana, eu também falho, porque falhar faz parte do carácter da pessoa. Meu conhecimento é incompleto e procuro a todo o tempo ser uma aprendiz, porque sou eu, só eu, e tenho um longo caminho a percorrer, assim como todos nós, porque eu sou sempre eu e não existe mais ninguém igual a mim.

“Apesar de tudo, eu sou apenas eu.” 
Camille Labanca



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