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Fosse tão fácil amar

Amar…

Fosse tão fácil amar como tanta gente ama

Fosse tão fácil sentir o amor
Como é tantas vezes fácil falar sobre ele

Fosse tão fácil ler o amor
Em cada olhar, cada sorriso, cada abraço
Como é facilmente descrito em cada romance

Fosse tão fácil entender o amor
Como tanta gente o entende,
O descreve,
O representa,
O vive…

Fosse tão fácil…
E aí não haveriam mais guerras no mundo.

Fosse tão fácil ceder a esse sentimento
Admitir a nossa própria fragilidade
Assistir ao nascimento desse amor
Assim que começa a falar e a dar os seus primeiros passos

Fosse tão fácil não cair em tentação
De abortar o rebento que teima em aparecer sem aviso
Sempre que o vemos brotar do fundo do nosso coração

Fosse tão fácil aceitarmos as nossas diferenças
Não sucumbir à sede de poder
À fome de ganância

Fosse tão fácil viver em comunidade
Desejar a felicidade do outro
Não se aproveitar da desgraça
E destruir tudo à sua passagem

Fosse tão fácil amar…
E qual seria a graça do mundo?

 

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Exigente só para mim

Vivemos num mundo cheio de esperanças, onde os que ensinam são os professores, os que sabem mais são os doutores e os que fazem mais são os produtores. Somos um mundo de exigências, de grandes conveniências, de grandes matemáticas e grandes problemáticas. Somos o mundo de rodeios e anseios, procuramos sempre as grandes oportunidades e somos interferidos sempre pelas tempestades.
Temos de ser exigentes, a vida não depende dos outros, mas de todos nós.  A vida exige que o ser humano seja feliz, mas infelizmente nada muda, nada é igual ao que era a uns anos atrás. Vivemos das esperanças, das exigências, dos conselhos dos outros, e nada fazemos para mudar. Somos aquilo que plantamos e colhemos, somos aquilo que toda a gente vê, mas não sente, só nós sabemos de nós próprios e do que realmente queremos ser.
Lutamos sempre por aquilo que nos faz feliz e esquecemo-nos dos nossos limites e velocidades, acreditamos que nem tudo são rosas, é realmente difícil se amar. Não, não sou qualquer musa, que faz tudo da criação cientifica ou artista, não tenho dons, adoraria saber pilotar, adoraria saber tocar ou mesmo saber filosofar. Sou apenas eu, exigente para mim, que tem sempre vontade de aprender algo novo, que vive sempre na esperança de conhecer um novo povo e que sonha com algo como Porto Covo.
Exigente para mim, não respiro o perfeito nem a perfeição, apenas procuro sempre mais e sempre a evolução e a afinação, sou mulher que por mais que digam “não”, vou sempre pelo caminho da minha intuição. Escrupulosa e complicada, levo a vida às vezes um pouco afastada, porque nem sempre é fácil acreditar nesta estrada. São bastantes obstáculos a ultrapassar, são muitas vezes abrir a mente para respirar e outras vezes a acreditar, tentar para não correr o risco de desmotivar.
O inicio é sempre difícil de conseguir, os obstáculos são muitos a percorrer, mas sei, que no fundo é sempre algo e sempre será uma maneira de eu crescer. Contrafeito tudo e todos, não sou nada como os outros, sou sempre exigente para mim e mais abrangente para os outros. Se sei cuidar de mim? Talvez, talvez um dia aprenda o que é estar viva e o que vim aqui fazer. Agora, é hora de rivalizar, de aprender e amadurecer sem qualquer distúrbio um dia aparecer, sempre fazendo o melhor todos os dias.
“Só hoje fui capaz de perceber que o que vier a mim, virá por mérito meu, sem pressa, exigência, formalidade. Aos poucos a gente aprende que a vida só é bela vista por bons olhos. Os meus? Se são bons, eu não sei, mas tudo me faz bem, eu tô zen. Desculpa decepciona-lo, mas com a vida, meu amor, levo em banho-maria, que a nossa relação seja um laço sem nós. E que assim se faça entender”.
Sophia Brandão