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É urgente viver!

A vida dá tantas voltas!
Nem sempre sei de onde venho
Quase nunca sei para onde vou
Mas de uma coisa tenho a certeza
Vivi sempre por inteiro!
Aproveitei cada segundo, cada hora, cada dia
Como se o mundo parasse
E aquele momento ficasse para sempre marcado em mim.
Conheci tanta gente…
Partilhei imensas aventuras
Participei em tantas conversas
E chorei por tantas mesquinhices.
Fui agarrando todas as oportunidades que foram surgindo
Nunca disse que não!
Experiências boas ou menos boas,
Tudo foi importante para construir a pessoa que sou agora.
Fiz algumas amizades pelo caminho
Essas são aquelas que ficam para a vida!
Um, dois, três… dez anos depois,
Encontro cada um desses amigos
O sentimento é sempre o mesmo,
Parece que apenas um dia passou.

No entanto tantas histórias para contar
Uma imensidão de novidades para colocar em dia
Tanto para relembrar
Sorrir, sentir, reviver
A partilha de cada gargalhada,
cada conquista, cada alegria
E também de todas as lágrimas que ficaram por contar.
A vida é mesmo assim.
Um recomeçar continuo,
Uma corrida que parece não ter meta,
Uma montanha cheia de altos e baixos,
Mas a certeza de que vale a pena chegar lá a cima
E ver tudo de uma outra perspetiva
Todos os desejos, anseios, receios
Parecem tão insignificantes!
O que realmente importa?
Hoje estamos vivos!
Amanhã quem sabe…
Aproveita sempre o HOJE
como o PRESENTE que é a VIDA!
tempo-de-viver

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Natal, o que te aconteceu?

Rodrigo observava atentamente o grande relógio de parede da sala de estar, contando minuciosamente todos os segundos até ao esperado momento. Faltavam agora 15 minutos para a meia noite do dia 24 de Dezembro. A ansiedade deste rapaz de apenas 8 anos aumentava a cada minuto que passava. Será que vou finalmente receber aquele jogo de consola que todos os meus amigos falam? Eu gostava mesmo era de receber um tablet para finalmente jogar os meus jogos num ecrã maior.

Ao seu lado, sentada no sofá estava Maria, sua irmã, dois anos mais nova, que estava distraída a ver uns vídeos infantis no telemóvel da mãe. O primo Joel, de 14 anos, estava sentado no cadeirão e não largava o telemóvel, mandando mensagens e postando no facebook. Já a sua prima Luísa de 7 anos estava a brincar com o tablet dos pais.

Sentados à mesa estavam os seus pais que olhavam atentamente para os seus telemóveis, respondendo a mensagens de Natal e vendo as atualizações nas redes sociais. As mães e a avó já tinham levantado a mesa e estavam agora na cozinha arrumando toda a loiça do jantar.

O avô José estava sentado à cabeceira da mesa de jantar e analisava atentamente todo aquele cenário da véspera de Natal. Enquanto o fazia, recordava a sua infância e os seus Natais em família. Lembrou-se dos seus pais, irmãos e avós. Lembrou-se como passavam o tempo nessa altura em que não existiam telemóveis, computadores, nem sequer televisão. Nesse tempo as pessoas juntavam-se todas à mesa a conversar pela noite dentro, por vezes jogavam cartas e as crianças iam para a cozinha ajudar a preparar todos os petiscos de Natal ou então ficavam na sala a escutar as histórias que os avós contavam. E teve saudades, ai como teve saudades! O que aconteceu ao Natal? Pensou.

De repente a avó entrou na sala e disse em voz alta:

– Meninos, está quase a chegar à meia noite. Vamos lá fora ver se o Pai Natal já chegou?

Estranhamente nenhum dos miúdos a ouviu e isso ainda entristeceu mais José. Estava cada um em seu canto distraído com as novas tecnologias. Subitamente lembrou-se do fato de Pai Natal que tinha comprado no ano em que Joel tinha nascido.

– Já é meia noite, onde está o pai natal? – perguntou Rodrigo minutos mais tarde – Quero ver as minhas prendas.

A sua irmã e seus os primos levantaram-se rapidamente.

– Mãe, mãe, o pai natal já chegou? – questionou Luísa.

– Sim, já é meia noite. Vamos lá abrir os presentes. – pediu Joel.

O pai de Rodrigo e Maria dirigiu-se à porta da dispensa, onde tinham escondido os presentes. Ainda antes de ter tempo para abrir a porta, José entrou na sala vestido de Pai Natal. Neste momento todos se encontravam na sala e fixaram-no atentamente.

– Ho Ho Ho. Feliz Natal!

– Vôvô? – surpreendeu-se Luísa.

– Sim Luisinha. Este ano vamos fazer algo diferente. – decidiu José, mostrando um baralho de cartas e um grupo de fotografias a preto e branco que guardava dos seus tempos de infância e juventude.

– Mas e as prendas? – perguntou Maria.

– As prendas ficam para depois. – pegou no comando e desligou a televisão – Agora vamos ouvir umas músiquinhas de natal? – perguntou olhando para uma das suas filhas.

A mãe de Luísa e Joel pegou no tablet e colocou uma playlist de músicas de Natal a tocar.

– Assim está melhor. – comentou a avó exibindo um grande sorriso no rosto.

– Vamos lá pousar os telemóveis e sentar-nos junto à lareira. – sugeriu José, tomando a iniciativa ao sentar-se no cadeirão da sala.

Os adultos sentaram-se no sofá e, embora contrariadas, as crianças lá se sentaram no grande tapete junto à lareira. O avô começou a contar histórias da sua infância, enquanto mostrava as suas fotos, e a conversa foi animando. A avó e os pais também se juntaram e começaram a contar as suas histórias. Entre gargalhadas e diversão, o avô decidiu ensinar uns jogos de cartas às crianças, que não faziam ideia para que servia aquele baralho. E assim se passou um serão bastante animado, com todos a partilhar as suas histórias e mais tarde a contarem às crianças qual a verdadeira razão de existir Natal. Todos adoraram aquele momento em família, e sentiram-se mais próximos e felizes, de tal forma que as crianças se esqueceram dos presentes até a manhã seguinte.

Para muitos esta é a altura mais desejada do ano, principalmente para os mais pequenotes que anseiam pelos seus presentes. Mas o que representa afinal o Natal? É preciso ensinar às crianças a razão de existir Natal, e o que esta época representa. Somos todos os dias bombardeados por um consumismo gigantesco nesta altura do ano, que até NÓS nos esquecemos qual o sentido desta quadra natalícia.

Existem cada vez mais pessoas que não gostam do Natal, porque este foi completamente banalizado e neste momento é sinónimo de consumismo. Outros nem sequer são religiosos e festejam o Natal como bons consumistas que são, porque lhes oferece uma oportunidade de reunir a família e trocar presentes. Hoje desafio-te: diz não ao consumismo!

Na realidade não interessa se és crente ou não, o que realmente interessa é que saibas o que significa esta quadra natalícia. Significa paz, amor, perdão, alegria, família, amigos, prosperidade, humildade e felicidade, e também significa ter FÉ. Se não tiveres fé, ao menos dá valor ao resto e aprecia os poucos momentos que podes partilhar com a tua família. E aproveita bem esses momentos, não penses apenas no que vais oferecer ou no que queres receber.

“Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”
Marcos 8:36

Aproveito para vos desejar a todos um FELIZ NATAL! Que sejam todos muito felizes na noite de Natal e em toda a vossa vida!

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Esperança de que um dia voltará!

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Aquilo que outrora foi e agora já não é
Fosse sempre aquilo com que sonhei
Aquilo que vivi e senti
Foram apenas desvaneios do meu ser
Pudesse eu alguma vez saber
O que o futuro me iria trazer
Soubesse eu um dia
O que agora deixei de viver
Fosse outrora esse sentimento
Sim, esse, aquele que trazia dentro de mim
Que mói cá dentro,
Que corrói sem deixar vestígios.
Tudo foi, tudo passou, nada ficou
Para onde foi?
Será que um dia voltará?
Eu choro, desespero, desvaneio
Anseio, desejo, ambiciono
Imagino, idealizo, visiono
Algo… talvez isso!
Aquilo que outrora foi e agora já não é
O ser que cá viveu e que talvez pereceu
Para onde foi?
Aonde o encontro?
Tanta falta me faz…
Esperança de que um dia voltará!

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Um dia no SPA!

Alguma vez foi a um SPA? Ainda não? Então está na hora de experimentar!

A nossa vida pode ser tão atribulada e desgastante, que nos esquecemos de viver. Andamos sempre casa-trabalho e trabalho-casa, que acabamos por não ter tempo para o convívio e para a diversão. É muito importante que saibamos abrandar um pouco o ritmo alucinante da nossa vida, para podermos dar atenção àquilo que é realmente importante.

E foi isso que eu fiz! Comprei um voucher e fui até um SPA.

Durante o tempo de repouso, comecei a meditar sobre a minha vida e as pessoas que por ela passaram. Ri-me sozinha a pensar nas nossas aventuras… e a dada altura apercebi-me que o tempo passa depressa demais… Há quanto tempo não estava com estas pessoas? Foi então que decidi que não ia perder mais tempo e convidei uma amiga a visitar-me. Presentei-a com uma ida a um SPA.

Estas pequenas coisas são importantes na nossa vida. Devemos forçar-nos a estar com os nossos amigos, mesmo quando a vontade de ficar em casa seja do tamanho do mundo. Devemos sair, apanhar ar, trocar experiências ou simplesmente não fazer nada, mas acompanhado.

Hoje em dia há uma grande tendência para estarmos sempre com o telemóvel na mão, a verificar se recebemos uma mensagem, ou a conferir o “feed” de notícias da nossa rede social favorita. A tecnologia é viciante, essa é a verdade! Mas temos de cultivar mais as relações humanas, daquelas que só são possíveis graças àquele olhar, àquele toque, àquela gargalhada… não há “LOL” ou bonequinhos sorridentes que possam substituir presença da pessoa em carne e osso.

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Lembra-se daquele/a amigo/a com quem conversa muito pelo chat das redes sociais ou com quem fala muitas vezes ao telemóvel? Mas com quem não se encontra fisicamente há muito tempo? Pois, está na hora de mudar isso! Combinem um café, uma ida à praia, um passeio pelo campo, uma massagem num spa, uma ida às compras, ou uma ida ao futebol… sei lá, inventem!

Mesmo que ele/a esteja longe, compre uma viajem, vá visitá-lo/a, saia da rotina e passe um dia, ou mesmo um fim-de-semana diferente, na companhia dessa pessoa.

Lembre-se que se estiver sempre a recusar os convites dos seus amigos, um dia eles deixam de o/a convidar… nessa altura começa a sentir-se só e a achar que eles já não se importam consigo. E em parte isso é verdade, porque os seus amigos não têm de andar sempre atrás de si a suplicarem pela sua companhia… Se toda a gente pensar assim, seremos todos antissociais.

Por isso, telefone já aos seus amigos e planeiem algo diferente, saiam da rotina!

Depois passe por cá e partilhe connosco o vosso dia especial.

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O nosso amor é transparente

O amor é transparente não se vê sente-se e eu continuo a ser a rapariga inocente. Não sei ao certo se amo ou se desejo, sei que é tudo novo para mim e é tudo que eu mais quero. Não tenho medo de dizer que sou maluca e tento no mundo transparecer, não, não sou aquela que disfarça e se esconde o que sente, só sei que o nosso amor é verdadeiro, é transparente.

Mas nada como um dia depois do outro, nada como o silêncio após o barulho, nada como a paz depois da guerra, nada melhor que descansar na sua própria companhia ou na companhia do outro, nada como disfarçar o que já foi disfarçado, e nada como transcrever o que já foi transcrito numa simples palavra de “amor”.

Porém, não morro de amores por quem seja mistério, quando alguém é feliz sem ser abençoado é raro leva-lo a sério. O nosso amor é transparente é de acreditar, é simples e sincero é a coragem de expandir os sentimentos e de tudo que seja mais um argumento.

O nosso amor é mesmo isso transparente não se vê, sente-se e nota-se, é como a água da vida com cheiro e sabor, é puro e límpido, é tudo que é verde, é simplesmente transparente. Da cor do mar do transparente da água e do vento, assim nasceu o nosso amor, sem terra e sem mar, o nosso amor é assim que eu gosto de explicar, e nada mais voltará para nos encarar.

Um dia, eu vou poder amar-te na chuva, mesmo ela sendo tão imprevisível, procurarei ser a tua companhia. Não esperes nada de mim não venho para servir, muito menos agradar, mas tento de todo ser o espelho transparente para contigo um dia ficar e um dia sonhar a acreditar, acreditar que o nosso amor será sempre aquele amor que nasceu para amar.

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Amar é muito difícil sim!

Ninguém disse que era fácil amar, depois de ver os braços torcidos, das olheiras mais profundas e das lágrimas a derramarem sobre nós como quem vê viscosos vultos.
Que não digam que amar é fácil porque estão a mentir, nunca vi um sentimento tão profundo e tão árduo como o amor.
A palavra “amar” é um sentimento entre várias emoções e nenhuma delas é fácil de sentir, muito menos de acabar. É impossível logo amar uma pessoa!
Amar é algo que tenho medo de perder e ao mesmo tempo de conquistar, como é alguma paz que o mundo tira e não deixa lá ficar.
Amar é muito, muito difícil sim!
Todos nós queremos amar, mas não sabemos é como amar. Maior parte das pessoas procuram o amor para dar resposta às suas necessidades, até aqui tudo bem ! Existe  a paixão, a compaixão, a alegria e finalmente a tristeza sim a tristeza! É na tristeza que realmente sabemos quem nos realmente ama e é com ela que aprendemos a realmente a amar.
Amar não é fácil e quanto mais insistimos mais  o sentimento se torna irritante, desinteressante e não conseguimos superar as dificuldades que nos podem surgir.

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O amor é mesmo assim, um mapa cheio de opções, quanto mais o conhecemos mais confusos ficamos, mais perdidos nos encontramos e mais lamentáveis ficamos.
O amor é difícil!  É difícil  manter uma pessoa para o resto da vida, é difícil investir, é difícil acreditar que tudo vai dar certo, e é difícil sobretudo não desistir de amar. Contudo é mais fácil amar do que ser amado, é fácil passear com as pessoas mas difícil é entender que essas mesmas pessoas podem não te aceitar como tu és e mais difícil ainda é saber que realmente tu és amado e não amar.

O amor é complicado , duro, fatigante, trabalhoso e mais duvidoso quando
fecham a cortina,  o outro fica diferente e quando alguém permanece ao lado de quem já foi embora.  Tudo isto é incerto é incompreensível, é fazer acreditar que não tens mais ninguém para te apoiar do que o teu grande amor. Mas, no fundo amar faz-nos bem e devemos sim primeiro amar-nos para depois amar os outros, e nada mais que o tempo para nos mostrar isso mesmo.

“Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver”.

Dalai Lama