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Será possível entender o amor? Que sei eu afinal?

Que sei eu da vida afinal?

Todos os dias uma nova aventura,

Todos os dias aprendo algo novo,

Todos os dias descubro que afinal estava errada!

Será esta a beleza da vida?

Chegaste de mansinho

Entraste na minha vida pé ante pé

Foste apenas um amigo

Aquele tão desejado amigo

Nessa mesma altura, em que o mundo parecia desabar aos meus pés…

De verdade que não me dei conta do que estava a acontecer.

Até aquele dia!

Sim, aquele tão enigmático dia, que teria sido apenas mais uma tarde que passamos juntos…

Mas não, não foi mais um dia! Ali o meu coração estremeceu, o meu corpo e a minha mente já não me obedeciam. Nesse dia, o mundo parou por breves instantes e estávamos ali os dois sozinhos. Tu sorrias e eu retribuía, enquanto dizia coisas sem sentido por não saber como reagir.  Eu não queria ir embora, não queria deixar de sentir, mas não conseguia ficar. As palavras já não mais faziam sentido e só consegui fugir.

Será possível?

Não consegui precisar se sentiste o mesmo, mas algo me dizia que sim.

Vim embora de coração acelerado e sorriso nos lábios.

Mas que raio se tinha passado? Pode a música unir dois corações deste jeito?

Mandaste mensagem… que queria isso dizer? Fiquei eufórica e deixei escapar um desabafo de que tinha adorado o dia e que me sentia bastante feliz.

E tu? Nada!… De um momento para o outro desligaste a ficha e deixei de saber de ti.

O que foi isto afinal? Fui eu que interpretei mal?

Mesmo sem saberes, conseguiste que eu me apaixonasse por ti, ou terá sido de propósito?

É horrível não saber… mais difícil ter a coragem de perguntar… mais vale esquecer…

Mas que medo é este de querermos ser felizes?

Valerá a pena insistir?

Algo me diz que sou apenas mais uma, tentando convencer-me do contrário.

E assim vou vivendo o meu drama, sem saber se devo ou quero esquecer.

Este sentimento despertou em mim uma nova vontade de viver, de querer ser melhor, de sorrir para a vida! Esta é uma felicidade que há muito não sentia…

Ver-te… deixa-me desconcertada… é mais fácil fingir que não estás…

Lamento não saber o que pensas ou sentes, mas bem no fundo do meu ser, eu acho que sei. Sou só mais uma, tentando convencer-me do contrário.

Porquê?

Talvez não queira que este sentimento se desvaneça tão rapidamente como apareceu. É tão bom estar apaixonada! Mesmo que seja passageiro, mesmo que não seja correspondido.

O que seríamos nós sem o amor?

 

Afinal há paixão

 

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A vida que eu escolhi

Porque faço sempre as escolhas erradas? Como é possível que nada do que eu escolho dê certo?

Planeei tudo ao mais ínfimo pormenor, e mesmo assim saiu tudo errado. Serei eu o problema?

Será que sou eu que sonho demais? Imagino coisas que não não se adequam à realidade? Planeio a minha vida com base em ideais que são meramente irrealistas?

Dado o azar que tenho, chego a preferir não escolher nada e deixar a vida acontecer.  

Já alguma vez se sentiu assim? Na verdade, deveria perguntar: quem nunca se sentiu assim?

Nem tudo na vida acontece como idealizamos. Criamos os nossos planos e temos as nossas expectativas, seja para o percurso da nossa vida ou para um dado momento em particular, e as coisas não correm como seria esperado. Por vezes isso não altera o rumo da nossa caminhada, mas existem problemas que nos destroem por completo, se nos entregarmos a eles.

No entanto, não deve deixar de sonhar e ambicionar por algo maior, seja na vida pessoal ou profissional. Como se costuma dizer: O que você não decide, outros vão decidir por si! Mas será isso que deseja para a sua vida? Que sejam os outros a decidir? Para não ter uma desilusão ou para que depois não se sinta culpado/a se as coisas derem para o torto?

ESCOLHAS

Faça as suas escolhas, e esteja preparado para enfrentar os eventuais problemas que possam surgir. Ainda assim, nem sempre estará preparado para os imprevistos, mas faça um esforço por enfrentar os problemas e resolvê-los da melhor forma possível.

Acredito que muitas vezes o que acontece é que pegamos na lupa e começamos a escrutinar de tal forma um problema que ele se torna gigante… e todos sabemos que existem problemas que são muito mais simples de resolver do que inicialmente achamos. Não seja tão duro/a consigo próprio/a! Seja exigente mas saiba perdoar-se por aquilo que não pode controlar.

O segredo de quem sabe viver a vida está em seguir em frente, e não em continuar a queixar-se do azar que lhe bate à porta. Por isso largue essa lupa, e olhe para o problema de todas as perspetivas para o tentar resolver. Lembre-se que é assim que os outros olham para os nossos problemas, e muitas vezes têm logo solução para eles. Porque não tentar?

“Tudo na vida nos conduz para onde devemos ir. Nem sempre é fácil vislumbrarmos o nosso destino a meio da viagem.” – Deborah Smith (no livro “O Café do Amor”)

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EVERYTHING (3)

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Talvez eu precise de acreditar!

Talvez eu precise de acreditar! Não sei sentir algo ou alguém em silêncio, muito menos sei estar calada por algo que me desagrada. Eu tenho sentimentos e tento transmiti-los na escrita ou mesmo na música. A vida trouxe-me tanta alegria, confiança, mas, também trouxe-me a tristeza. Talvez tenha perdido o ser que sou em certas situações, ou talvez, tenha encontrado realmente quem eu sou, talvez.

A vida é feita toda ela de “talvez” talvez poderei fazer mais um dia, talvez não lutei o suficiente, talvez fiz o que estava certo ou errado, talvez…Alcancei a confiança de quem gosto, resolvi problemas sem ninguém, tentei sempre manter a firmeza e a amizade de quem eu gosto e a coragem de não fechar os braços para quem sempre soube abri-los.

Hoje, guardo melhor um sorriso, acredito que a tristeza será mais pequena e Deus talvez falará mais ao meu ouvido, sempre na esperança de poder acreditar e lutar. Lutar para algemar a dor, lutar para me controlar a cor, e lutar até ganhar fervor e até poder alinhar os sentimentos com amor, acreditar, acreditar que tudo ficará bem, que existe sempre um caminho a chegar, e que um novo mundo irei alcançar, e uma nova vida irei fazer até quando o inverno das minhas emoções voltar novamente a aparecer.

Não duvido nada do valor da vida, do prazer dela e de tudo que a faz crescer, mas duvido de tudo que ela me faz comprometer, de tudo que vem, volta e volta a desaparece, o do que me faz controlar. Tenho certas duvidas sobre a miséria, da intolerância, do egoísmo das pessoas e de tudo que não me deixa acreditar.

Se dou valor a vida? Talvez, talvez um dia eu acredite e entenda porque passamos por tudo isto, e talvez muito mais, a perceba, o quanto temos de passar por esta, para poder acreditar, acreditar, no que vale a pena lutar no que nos faz perder o controle com frequência e no que poderíamos ganhar, por medo de simplesmente não arriscar.

Mas, nada como o tempo para nos mostrar verdadeiramente, isso e perceber que precisamos dele para sonhar, descobrir os nossos sonhos, abrir novas portas, a gostar de mim, a sonhar com alguém,  a fortalecer o nosso jardim, cuidando sempre das nossas flores, e talvez, a acreditar que um dia tudo que preciso e mais quero irá por fim acontecer.

“Considero o mundo por aquilo que ele é, Graciano: / Um palco em que cada um deve recitar um papel, / e o meu é um papel triste”.
William Shakespeare