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A vida que eu escolhi

Porque faço sempre as escolhas erradas? Como é possível que nada do que eu escolho dê certo?

Planeei tudo ao mais ínfimo pormenor, e mesmo assim saiu tudo errado. Serei eu o problema?

Será que sou eu que sonho demais? Imagino coisas que não não se adequam à realidade? Planeio a minha vida com base em ideais que são meramente irrealistas?

Dado o azar que tenho, chego a preferir não escolher nada e deixar a vida acontecer.  

Já alguma vez se sentiu assim? Na verdade, deveria perguntar: quem nunca se sentiu assim?

Nem tudo na vida acontece como idealizamos. Criamos os nossos planos e temos as nossas expectativas, seja para o percurso da nossa vida ou para um dado momento em particular, e as coisas não correm como seria esperado. Por vezes isso não altera o rumo da nossa caminhada, mas existem problemas que nos destroem por completo, se nos entregarmos a eles.

No entanto, não deve deixar de sonhar e ambicionar por algo maior, seja na vida pessoal ou profissional. Como se costuma dizer: O que você não decide, outros vão decidir por si! Mas será isso que deseja para a sua vida? Que sejam os outros a decidir? Para não ter uma desilusão ou para que depois não se sinta culpado/a se as coisas derem para o torto?

ESCOLHAS

Faça as suas escolhas, e esteja preparado para enfrentar os eventuais problemas que possam surgir. Ainda assim, nem sempre estará preparado para os imprevistos, mas faça um esforço por enfrentar os problemas e resolvê-los da melhor forma possível.

Acredito que muitas vezes o que acontece é que pegamos na lupa e começamos a escrutinar de tal forma um problema que ele se torna gigante… e todos sabemos que existem problemas que são muito mais simples de resolver do que inicialmente achamos. Não seja tão duro/a consigo próprio/a! Seja exigente mas saiba perdoar-se por aquilo que não pode controlar.

O segredo de quem sabe viver a vida está em seguir em frente, e não em continuar a queixar-se do azar que lhe bate à porta. Por isso largue essa lupa, e olhe para o problema de todas as perspetivas para o tentar resolver. Lembre-se que é assim que os outros olham para os nossos problemas, e muitas vezes têm logo solução para eles. Porque não tentar?

“Tudo na vida nos conduz para onde devemos ir. Nem sempre é fácil vislumbrarmos o nosso destino a meio da viagem.” – Deborah Smith (no livro “O Café do Amor”)

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EVERYTHING (3)

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Não mudei apenas cresci

Já fui muito ingénua ao ponto de acreditar em tudo que me diziam, já fui tudo desde que fui criança, já fui completamente uma miúda muito mimada que só via a felicidade ao longo da sua estrada e que quase não precisava de nada para ser recordada e para ser bem reservada.

Já perdoei erros imperdoáveis, já recusei pessoas insubstituíveis, e já esqueci pessoas inesquecíveis. Acreditei que a amizade era para sempre que o amor era para toda a vida e já suportei bastante más companhias. Fiz coisas que se calhar não devia e não sabia, perdoei coisas imperdoáveis e realizei de tudo o que mais havia, desde agir por impulso, até a achar que estava a ter uma grande inimiga.

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Todavia, já magoei, já fui magoada e continuo a ser a mesma rapariga, que no fundo não mudou apenas cresceu, cresceu para a vida e para a fantasia, sou agora como uma libelinha, que significa algo de especial na minha vida como a renovação, o poder, o vento, a mudança, com a vontade de crescer, fortalecer e que vive com o pouco tempo que tem em prevalecer, simbolizando a luz as novas energias, a harmonia e a força.

Hoje é assim que me vejo como uma libelinha, com um espirito de uma criança, mas com uma maturidade de confiança. Não sou mais uma esperança eu cresci, amadureci e vivo com o poder e a força de quem aprendeu a viver, ir á luta e não esquecer de acreditar que tudo não passa de uma simples ilusão de quem soube viver pelas suas sombras na maior desilusão.

São poucas as pessoas que sabem enfrentar a vida, chega o momento de acreditar que a vida é nossa, somos nós que fazemos o nosso próprio caminho e que entendemos que não poderá haver melhor amor que ser um amor próprio. A maturidade é mesmo assim, permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade e querer cada vez mais com mais simbolismo e doçura.

Assim viver é lutar com determinação, viver com a paixão, perder a classe, ousar a ousadia, vencer os próprios obstáculos e atrever a acreditar que o mundo é para quem sabe permanecer nele e vive-lo é muito mais que ser insignificante.

“Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome… Auto-estima”.

Kim e Alison McMillen

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Sentimentos decidem as minhas opiniões

A saudade é um pouco como a fome, mas é ela que nos leva aos sentimentos que eu precinto desde que entrei no coração de um homem. Serão os sentimentos que decidirão ou não a minha opinião? Acredito que por detrás de um grande sentir existe sempre alguém que nos dará toda e só uma razão.

Não sei dizer não àquilo que realmente sinto, não sei ser uma pessoa sem alma e coração, não sei realmente ser uma pessoa sem dar qualquer opinião. Tudo que sinto digo, não minto, tudo que vejo olho com olhos de ver, e tudo o que eu digo são todos os sentimentos que tenho a dizer, sem qualquer preconceito, sem qualquer defeito e sem qualquer intelecto.

A minha opinião sobre o que sinto está descrita toda ela numa simples razão. Quando amamos alguém e esse amor não é correspondido o melhor que temos a fazer é não fazer nada. É inútil sentirmo-nos completamente perdidos e ir atrás de quem já nos quer mais que por um vencido. Os sentimentos são uma surpresa, nunca foram qualquer caridade, vivemos na esperança de ser amados por vezes por alguém que pouco faz a nossa vontade.

Procuramos sempre ser amados, mas esquecemo-nos de ser realmente compreendidos, mas será isso realmente o nosso objetivo? Vale a pena discutir por ciúmes, vale a pena cada um seguir o que gosta e esquecer os planos de que não gosta, será que vale a pena discordar sempre de várias opiniões se a pessoa não gosta da opinião do outro, nem de frequentar o mesmo lugar, para quê perder mais tempo. Se o que se tem não é amor é simplesmente um querer, um desejo, uma infantilidade que poderá ser nada mais que um simples detento.

O amor é exigente eu sei, ele não é perfeccionista, muito menos é para ser compreendido. Não existe explicação, não existe qualquer palavra que descreva o que é o amor e por isso, acho que serão os nossos sentimentos a decidirem quem estará a nosso favor e digo isto porque, não é que tenha a  razão, mas é para aqueles que sentem, que mudam, que vão atrás do que têm, do que faz bem, da sua opinião e daquilo que os contém, como vão atrás daquelas pequenas coisas que realmente o amor tem.

“Ame quem te dá amor, cuide de quem te cuida. Parece simples, mas a maioria esquece isso o tempo todo”.

Sentimentos Inversos

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Exigente só para mim

Vivemos num mundo cheio de esperanças, onde os que ensinam são os professores, os que sabem mais são os doutores e os que fazem mais são os produtores. Somos um mundo de exigências, de grandes conveniências, de grandes matemáticas e grandes problemáticas. Somos o mundo de rodeios e anseios, procuramos sempre as grandes oportunidades e somos interferidos sempre pelas tempestades.
Temos de ser exigentes, a vida não depende dos outros, mas de todos nós.  A vida exige que o ser humano seja feliz, mas infelizmente nada muda, nada é igual ao que era a uns anos atrás. Vivemos das esperanças, das exigências, dos conselhos dos outros, e nada fazemos para mudar. Somos aquilo que plantamos e colhemos, somos aquilo que toda a gente vê, mas não sente, só nós sabemos de nós próprios e do que realmente queremos ser.
Lutamos sempre por aquilo que nos faz feliz e esquecemo-nos dos nossos limites e velocidades, acreditamos que nem tudo são rosas, é realmente difícil se amar. Não, não sou qualquer musa, que faz tudo da criação cientifica ou artista, não tenho dons, adoraria saber pilotar, adoraria saber tocar ou mesmo saber filosofar. Sou apenas eu, exigente para mim, que tem sempre vontade de aprender algo novo, que vive sempre na esperança de conhecer um novo povo e que sonha com algo como Porto Covo.
Exigente para mim, não respiro o perfeito nem a perfeição, apenas procuro sempre mais e sempre a evolução e a afinação, sou mulher que por mais que digam “não”, vou sempre pelo caminho da minha intuição. Escrupulosa e complicada, levo a vida às vezes um pouco afastada, porque nem sempre é fácil acreditar nesta estrada. São bastantes obstáculos a ultrapassar, são muitas vezes abrir a mente para respirar e outras vezes a acreditar, tentar para não correr o risco de desmotivar.
O inicio é sempre difícil de conseguir, os obstáculos são muitos a percorrer, mas sei, que no fundo é sempre algo e sempre será uma maneira de eu crescer. Contrafeito tudo e todos, não sou nada como os outros, sou sempre exigente para mim e mais abrangente para os outros. Se sei cuidar de mim? Talvez, talvez um dia aprenda o que é estar viva e o que vim aqui fazer. Agora, é hora de rivalizar, de aprender e amadurecer sem qualquer distúrbio um dia aparecer, sempre fazendo o melhor todos os dias.
“Só hoje fui capaz de perceber que o que vier a mim, virá por mérito meu, sem pressa, exigência, formalidade. Aos poucos a gente aprende que a vida só é bela vista por bons olhos. Os meus? Se são bons, eu não sei, mas tudo me faz bem, eu tô zen. Desculpa decepciona-lo, mas com a vida, meu amor, levo em banho-maria, que a nossa relação seja um laço sem nós. E que assim se faça entender”.
Sophia Brandão