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Não consigo falar de amor

 Amor

Respeita-me só assim terás mais uma vez nos teus braços.

Apete-se escrever tudo  o que sinto  meu amigo se tudo o que digo ė distinto o que estás para aqui a fazer comigo se não intimidar cada vez mais o meu destino? Não consigo falar de amor.
Respeita – me como eu respeito a ti,  não queiras impor frases que não sabes o que estás a dizer nem a condizer.
Não ponhas limites onde não existem ,  porque também não existe limites para o perdão, não venhas  gramar a minha auto motivação .

Porque eu afasto-me daqueles que não merecem o meu perdão, daqueles que estão sempre a olhar para o chão e estão sempre a reclamar de tudo sem fazer qualquer união e responsabilização. Se o teu motivo desistir ou fazer desistir, então porque não desistes tu  se a vida ou a pessoa já não te faz lutar vai para outra que realmente te saiba amar.

Mas eu digo – te mais meu menino assim terás o teu destino e quem sabe eu encontre algo melhor para mim.
Não me diga o que é certo, porque para descobrir eu preciso errar. Não me mostre o que espera de mim, Porque eu penso e seguirei meu coração. Não me faça ser quem eu não posso ser, porque eu sei e tenho minhas limitações.

Não me faça ser igual a ninguém

Porque eu sou diferente e tenho minha identidade. Não me ames pela metade, porque eu sou e tenho corpo e alma. Não me venha com mentiras, porque sei e tenho minhas verdades.
Deixa-me ser livre e sonhar! Porque eu sei voar e tenho meus pés no chão. Deixa-me ser! Porque eu sei que estou  a precisar  do melhor para mim. Me deixa encontrar caminhos! Porque estou a seguir uma estrada.

Sou, estou, serei e estarei assim: Às vezes leve como uma brisa, ás vezes forte como um tufão. Depende de quando, como e onde  me vê e verá passar, não encontro mais destino se não aqui onde que quero estar.
Não sei falar de amor mesmo pois não encontro caminho, se tu próprio não tens futuro quem sou eu mais para te amar.

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Momentos a escrever

Escrever

Existem momentos e ouve um tempo que eu não sabia o que escrever, mas doa a quem doer o meu povo, as minhas histórias eu não posso esquecer.
Escrever é momentâneo, grafar dá ânimo e sinto um alívio a cada espanto. Vou ser sincera convosco e vou dizer-vos que não é o meu encanto, mas é quando o stress eu não quero tanto, eu quero a minha vida benéfica e com recanto.
Redigir é diário, escrever é noticiário é descrever a nossa vida e nossos sentidos momentâneos. Não passo a vida a me dirigir, mas passo a vida a imaginar e a tratar o que quero descrever. Estes dias foi para esquecer realmente o que me faz feliz, mas voltei sem nada a perder. Voltei para fazer das palavras, frases que todos adoram conhecer.
Voltei porque quero relembrar a memória, voltei para relembrar os meus amigos e aproxima-los do que eu sempre acreditei e falei no “sentimentos &Emoções.
Ainda não sou nenhuma escritora mas quando escrevo, sinto um alívio, a minha dor desaparece, a coragem volta e acabo com a derrota. Ao escrever sei esclarecer tudo, os meus pensamentos, as minhas ideias, as minhas fantasias.

“Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida – umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana”.

Fernando Pessoa

 

Sinta-se nas nuvens e escreva algo que te vem á alma, algo que te escanta e algo que dê valor, imaginação e criação

Sinta-se realmente feliz!
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Natal, o que te aconteceu?

Rodrigo observava atentamente o grande relógio de parede da sala de estar, contando minuciosamente todos os segundos até ao esperado momento. Faltavam agora 15 minutos para a meia noite do dia 24 de Dezembro. A ansiedade deste rapaz de apenas 8 anos aumentava a cada minuto que passava. Será que vou finalmente receber aquele jogo de consola que todos os meus amigos falam? Eu gostava mesmo era de receber um tablet para finalmente jogar os meus jogos num ecrã maior.

Ao seu lado, sentada no sofá estava Maria, sua irmã, dois anos mais nova, que estava distraída a ver uns vídeos infantis no telemóvel da mãe. O primo Joel, de 14 anos, estava sentado no cadeirão e não largava o telemóvel, mandando mensagens e postando no facebook. Já a sua prima Luísa de 7 anos estava a brincar com o tablet dos pais.

Sentados à mesa estavam os seus pais que olhavam atentamente para os seus telemóveis, respondendo a mensagens de Natal e vendo as atualizações nas redes sociais. As mães e a avó já tinham levantado a mesa e estavam agora na cozinha arrumando toda a loiça do jantar.

O avô José estava sentado à cabeceira da mesa de jantar e analisava atentamente todo aquele cenário da véspera de Natal. Enquanto o fazia, recordava a sua infância e os seus Natais em família. Lembrou-se dos seus pais, irmãos e avós. Lembrou-se como passavam o tempo nessa altura em que não existiam telemóveis, computadores, nem sequer televisão. Nesse tempo as pessoas juntavam-se todas à mesa a conversar pela noite dentro, por vezes jogavam cartas e as crianças iam para a cozinha ajudar a preparar todos os petiscos de Natal ou então ficavam na sala a escutar as histórias que os avós contavam. E teve saudades, ai como teve saudades! O que aconteceu ao Natal? Pensou.

De repente a avó entrou na sala e disse em voz alta:

– Meninos, está quase a chegar à meia noite. Vamos lá fora ver se o Pai Natal já chegou?

Estranhamente nenhum dos miúdos a ouviu e isso ainda entristeceu mais José. Estava cada um em seu canto distraído com as novas tecnologias. Subitamente lembrou-se do fato de Pai Natal que tinha comprado no ano em que Joel tinha nascido.

– Já é meia noite, onde está o pai natal? – perguntou Rodrigo minutos mais tarde – Quero ver as minhas prendas.

A sua irmã e seus os primos levantaram-se rapidamente.

– Mãe, mãe, o pai natal já chegou? – questionou Luísa.

– Sim, já é meia noite. Vamos lá abrir os presentes. – pediu Joel.

O pai de Rodrigo e Maria dirigiu-se à porta da dispensa, onde tinham escondido os presentes. Ainda antes de ter tempo para abrir a porta, José entrou na sala vestido de Pai Natal. Neste momento todos se encontravam na sala e fixaram-no atentamente.

– Ho Ho Ho. Feliz Natal!

– Vôvô? – surpreendeu-se Luísa.

– Sim Luisinha. Este ano vamos fazer algo diferente. – decidiu José, mostrando um baralho de cartas e um grupo de fotografias a preto e branco que guardava dos seus tempos de infância e juventude.

– Mas e as prendas? – perguntou Maria.

– As prendas ficam para depois. – pegou no comando e desligou a televisão – Agora vamos ouvir umas músiquinhas de natal? – perguntou olhando para uma das suas filhas.

A mãe de Luísa e Joel pegou no tablet e colocou uma playlist de músicas de Natal a tocar.

– Assim está melhor. – comentou a avó exibindo um grande sorriso no rosto.

– Vamos lá pousar os telemóveis e sentar-nos junto à lareira. – sugeriu José, tomando a iniciativa ao sentar-se no cadeirão da sala.

Os adultos sentaram-se no sofá e, embora contrariadas, as crianças lá se sentaram no grande tapete junto à lareira. O avô começou a contar histórias da sua infância, enquanto mostrava as suas fotos, e a conversa foi animando. A avó e os pais também se juntaram e começaram a contar as suas histórias. Entre gargalhadas e diversão, o avô decidiu ensinar uns jogos de cartas às crianças, que não faziam ideia para que servia aquele baralho. E assim se passou um serão bastante animado, com todos a partilhar as suas histórias e mais tarde a contarem às crianças qual a verdadeira razão de existir Natal. Todos adoraram aquele momento em família, e sentiram-se mais próximos e felizes, de tal forma que as crianças se esqueceram dos presentes até a manhã seguinte.

Para muitos esta é a altura mais desejada do ano, principalmente para os mais pequenotes que anseiam pelos seus presentes. Mas o que representa afinal o Natal? É preciso ensinar às crianças a razão de existir Natal, e o que esta época representa. Somos todos os dias bombardeados por um consumismo gigantesco nesta altura do ano, que até NÓS nos esquecemos qual o sentido desta quadra natalícia.

Existem cada vez mais pessoas que não gostam do Natal, porque este foi completamente banalizado e neste momento é sinónimo de consumismo. Outros nem sequer são religiosos e festejam o Natal como bons consumistas que são, porque lhes oferece uma oportunidade de reunir a família e trocar presentes. Hoje desafio-te: diz não ao consumismo!

Na realidade não interessa se és crente ou não, o que realmente interessa é que saibas o que significa esta quadra natalícia. Significa paz, amor, perdão, alegria, família, amigos, prosperidade, humildade e felicidade, e também significa ter FÉ. Se não tiveres fé, ao menos dá valor ao resto e aprecia os poucos momentos que podes partilhar com a tua família. E aproveita bem esses momentos, não penses apenas no que vais oferecer ou no que queres receber.

“Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”
Marcos 8:36

Aproveito para vos desejar a todos um FELIZ NATAL! Que sejam todos muito felizes na noite de Natal e em toda a vossa vida!

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