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Minha vida uma falha!

Pois é meus queridos amigos nossa vida, ou minha vida é simplesmente uma falha.

Não é nenhum conto de fadas, como nas histórias de encantar.

Porquê ?

Porque vivemos sempre na esperança de encontrar o melhor caminho a seguir.

Conto isto, nesta estrada não há mais nada que a desgraça, e o conto de fadas, [ só falta o príncipe encantado 🙂 ] isto porque não existe nada se não as pedras no meu caminho. Assim será o meu destino, e eu não quero acreditar. Quero ver tudo para além do mar, só quero o meu mundo e o dos outros o seu bem estar.

Mas a vida ensina-nos a pisar erros e o que para além de nós um dia queremos mudar. Vida é um “conto de falhas” como se diz e para além do silêncio esta não me diz absolutamente nada. Vida difícil esta que eu não sei onde vou chegar.

Tenho tanto ainda para viver e contar e não sei nem acredito em cada olhar. As pessoas são o que menos esperamos neste mesmo mundo, cada vez é mais impossível acreditar. Mais tarde somos nada mais, nada menos, que meros abutres ou meras sombras, que só estamos cá por estar.

Tenho medo do que pode acontecer, não quero realmente ceder a esta angústia, a estas cinzas e a este mal estar. Quero sim, acreditar que isto um dia vai melhorar, nada falha se tivermos bem connosco mesmos. Mas será esse mesmo o segredo?

Que faço eu neste pensamento, se a vida não é mais nada que um enredo, um momento, uma passagem, uma historia e um conto para eu declarar.

Vida difícil esta que a cada instante é só defeitos, temos mais uma estrada a percorrer, mais uma desgraça para contar ou recorrer? Se for para doer que seja agora não depois! Eu terei sempre os mesmo deslizes para contar, as mesmas anedotas para reaver, os mesmos momentos para antever e claro  as muitas histórias para propalar.

Sou muito nova para rever, tudo que já passei.  Que vida é esta que eu já amei,  já cuidei e já me desafiei ?

Tudo foi por água abaixo, como caísse tudo ao chão.  Enfim é sem dúvida alguma, tudo que eu nunca imaginei em vão e para dizer tudo, nada mais a declarar tenho a dizer mais uma coisa. Que vida madrasta eu estou!

A vida é decepção, a vida é ingratidão, vivemos cada vez mais com pessoas desagradáveis, vivemos em diferentes sectores e em cada nível de vida. As falhas e os fracassos são cada vez mais tangíveis , transponíveis, outros não.

Contudo acredito, que nenhuma falha é para o resto da vida.  Dizem que quando chegamos ao fundo do poço, subimos uma escada e quando se fecha uma janela abre-se uma porta. Por isso, temos de acreditar nisso mesmo .

O conto de fadas insiste no “Felizes para Sempre” e o Conto de Falhas no “que é eterno enquanto durar!”

Então digo, insiste, persiste e nunca desista do que te faz realmente feliz.

A vida que eu escolhi

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A sensação desperta o meu sentimento

Desperta Sentimento

Porque  sentimos o que sentimos e ficamos assim? Sem sentimento

Com um aperto no coração, sem sentimento, como se do nada ele quisesse acontecer e sair pela nossa boca. Desperta sentimento como o texto o diz, faz -me falar, faz-me chorar, e fazer-me uma impressão enorme de algo que quer sair do meu corpo.

Não consigo reprimir essa ligação que há em mim , essa força enorme que vem de dentro e me mata, sem qualquer arrependimento.

Em certos momentos queremos nos livrar deste mesmo sentimento. 

Existe a força, o alento que vai dentro, os neurónios que mexem cá dentro, e mesmo assim não conseguimos imaginar como resolver esta situação.

É sem dúvida uma sensação estranha, é um nó na garganta é um aperto no coração que não nos larga, não nos deixa fazer absolutamente nada, começa a cria dúvidas, factos que muitas vezes não acontecem.

Faz-me pensar que faço tudo errado, que nada dá certo comigo a não ser o que foi  passado, e que realmente eu sou o erro e este só existe em mim.

Isto será um envolvimento, uma razão ou algo da minha imaginação. Vivo esta história de facto, vivo e penso, se tenho o mundo inteiro por dentro  ainda existe uma razão.

Cansei desta vida, estou cansada de tanta mentira, tanta ilusão, mas será este entendimento a sensação que desperta o meu coração?

A verdade é que vivo que nem me aguento, por vezes é um tormento.

Sinto cada vez mais um aperto cá dentro que eu nem sei bem o que explicar!

Algo louco que toma minha própria ilusão.

Cansei de acreditar e só imaginar que um dia algo irá mudar.

Quero seguir cada minuto da minha vida a pensar em mim, quero fazer o meu próprio caminho.

Dizer a todo o mundo que o meu destino nada mais me vai parar.

Diante do caminho, eu sei que encontrarei um equilíbrio até ali um lugar tranquilo e longe de tudo.

A vida não para, mas a certeza é que nunca teremos a verdade se nesta vida não continuaremos a lutar.

A contentar um olhar, a pensar o quanto seria linda aquela história que um dia iremos contar.

Sim  os sentimentos irão despertar um dia o meu olhar.

Palpite esse que só de apurar um dia vai terminar.

 

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É urgente viver!

A vida dá tantas voltas!
Nem sempre sei de onde venho
Quase nunca sei para onde vou
Mas de uma coisa tenho a certeza
Vivi sempre por inteiro!
Aproveitei cada segundo, cada hora, cada dia
Como se o mundo parasse
E aquele momento ficasse para sempre marcado em mim.
Conheci tanta gente…
Partilhei imensas aventuras
Participei em tantas conversas
E chorei por tantas mesquinhices.
Fui agarrando todas as oportunidades que foram surgindo
Nunca disse que não!
Experiências boas ou menos boas,
Tudo foi importante para construir a pessoa que sou agora.
Fiz algumas amizades pelo caminho
Essas são aquelas que ficam para a vida!
Um, dois, três… dez anos depois,
Encontro cada um desses amigos
O sentimento é sempre o mesmo,
Parece que apenas um dia passou.

No entanto tantas histórias para contar
Uma imensidão de novidades para colocar em dia
Tanto para relembrar
Sorrir, sentir, reviver
A partilha de cada gargalhada,
cada conquista, cada alegria
E também de todas as lágrimas que ficaram por contar.
A vida é mesmo assim.
Um recomeçar continuo,
Uma corrida que parece não ter meta,
Uma montanha cheia de altos e baixos,
Mas a certeza de que vale a pena chegar lá a cima
E ver tudo de uma outra perspetiva
Todos os desejos, anseios, receios
Parecem tão insignificantes!
O que realmente importa?
Hoje estamos vivos!
Amanhã quem sabe…
Aproveita sempre o HOJE
como o PRESENTE que é a VIDA!
tempo-de-viver

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Natal, o que te aconteceu?

Rodrigo observava atentamente o grande relógio de parede da sala de estar, contando minuciosamente todos os segundos até ao esperado momento. Faltavam agora 15 minutos para a meia noite do dia 24 de Dezembro. A ansiedade deste rapaz de apenas 8 anos aumentava a cada minuto que passava. Será que vou finalmente receber aquele jogo de consola que todos os meus amigos falam? Eu gostava mesmo era de receber um tablet para finalmente jogar os meus jogos num ecrã maior.

Ao seu lado, sentada no sofá estava Maria, sua irmã, dois anos mais nova, que estava distraída a ver uns vídeos infantis no telemóvel da mãe. O primo Joel, de 14 anos, estava sentado no cadeirão e não largava o telemóvel, mandando mensagens e postando no facebook. Já a sua prima Luísa de 7 anos estava a brincar com o tablet dos pais.

Sentados à mesa estavam os seus pais que olhavam atentamente para os seus telemóveis, respondendo a mensagens de Natal e vendo as atualizações nas redes sociais. As mães e a avó já tinham levantado a mesa e estavam agora na cozinha arrumando toda a loiça do jantar.

O avô José estava sentado à cabeceira da mesa de jantar e analisava atentamente todo aquele cenário da véspera de Natal. Enquanto o fazia, recordava a sua infância e os seus Natais em família. Lembrou-se dos seus pais, irmãos e avós. Lembrou-se como passavam o tempo nessa altura em que não existiam telemóveis, computadores, nem sequer televisão. Nesse tempo as pessoas juntavam-se todas à mesa a conversar pela noite dentro, por vezes jogavam cartas e as crianças iam para a cozinha ajudar a preparar todos os petiscos de Natal ou então ficavam na sala a escutar as histórias que os avós contavam. E teve saudades, ai como teve saudades! O que aconteceu ao Natal? Pensou.

De repente a avó entrou na sala e disse em voz alta:

– Meninos, está quase a chegar à meia noite. Vamos lá fora ver se o Pai Natal já chegou?

Estranhamente nenhum dos miúdos a ouviu e isso ainda entristeceu mais José. Estava cada um em seu canto distraído com as novas tecnologias. Subitamente lembrou-se do fato de Pai Natal que tinha comprado no ano em que Joel tinha nascido.

– Já é meia noite, onde está o pai natal? – perguntou Rodrigo minutos mais tarde – Quero ver as minhas prendas.

A sua irmã e seus os primos levantaram-se rapidamente.

– Mãe, mãe, o pai natal já chegou? – questionou Luísa.

– Sim, já é meia noite. Vamos lá abrir os presentes. – pediu Joel.

O pai de Rodrigo e Maria dirigiu-se à porta da dispensa, onde tinham escondido os presentes. Ainda antes de ter tempo para abrir a porta, José entrou na sala vestido de Pai Natal. Neste momento todos se encontravam na sala e fixaram-no atentamente.

– Ho Ho Ho. Feliz Natal!

– Vôvô? – surpreendeu-se Luísa.

– Sim Luisinha. Este ano vamos fazer algo diferente. – decidiu José, mostrando um baralho de cartas e um grupo de fotografias a preto e branco que guardava dos seus tempos de infância e juventude.

– Mas e as prendas? – perguntou Maria.

– As prendas ficam para depois. – pegou no comando e desligou a televisão – Agora vamos ouvir umas músiquinhas de natal? – perguntou olhando para uma das suas filhas.

A mãe de Luísa e Joel pegou no tablet e colocou uma playlist de músicas de Natal a tocar.

– Assim está melhor. – comentou a avó exibindo um grande sorriso no rosto.

– Vamos lá pousar os telemóveis e sentar-nos junto à lareira. – sugeriu José, tomando a iniciativa ao sentar-se no cadeirão da sala.

Os adultos sentaram-se no sofá e, embora contrariadas, as crianças lá se sentaram no grande tapete junto à lareira. O avô começou a contar histórias da sua infância, enquanto mostrava as suas fotos, e a conversa foi animando. A avó e os pais também se juntaram e começaram a contar as suas histórias. Entre gargalhadas e diversão, o avô decidiu ensinar uns jogos de cartas às crianças, que não faziam ideia para que servia aquele baralho. E assim se passou um serão bastante animado, com todos a partilhar as suas histórias e mais tarde a contarem às crianças qual a verdadeira razão de existir Natal. Todos adoraram aquele momento em família, e sentiram-se mais próximos e felizes, de tal forma que as crianças se esqueceram dos presentes até a manhã seguinte.

Para muitos esta é a altura mais desejada do ano, principalmente para os mais pequenotes que anseiam pelos seus presentes. Mas o que representa afinal o Natal? É preciso ensinar às crianças a razão de existir Natal, e o que esta época representa. Somos todos os dias bombardeados por um consumismo gigantesco nesta altura do ano, que até NÓS nos esquecemos qual o sentido desta quadra natalícia.

Existem cada vez mais pessoas que não gostam do Natal, porque este foi completamente banalizado e neste momento é sinónimo de consumismo. Outros nem sequer são religiosos e festejam o Natal como bons consumistas que são, porque lhes oferece uma oportunidade de reunir a família e trocar presentes. Hoje desafio-te: diz não ao consumismo!

Na realidade não interessa se és crente ou não, o que realmente interessa é que saibas o que significa esta quadra natalícia. Significa paz, amor, perdão, alegria, família, amigos, prosperidade, humildade e felicidade, e também significa ter FÉ. Se não tiveres fé, ao menos dá valor ao resto e aprecia os poucos momentos que podes partilhar com a tua família. E aproveita bem esses momentos, não penses apenas no que vais oferecer ou no que queres receber.

“Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”
Marcos 8:36

Aproveito para vos desejar a todos um FELIZ NATAL! Que sejam todos muito felizes na noite de Natal e em toda a vossa vida!

mensagem-natal

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Quem é você?

Sabe quem é? Sabe qual é o seu talento?

O ser humano passa a vida a seguir o exemplo de felicidade dos outros, e muitas das vezes não chega a conhecer-se. O melhor exemplo são as pessoas que não sabem estar sozinhas, precisam sempre de alguém ao seu lado, que as acompanhe e as ajude a serem o melhor delas próprias.

Hoje vou focar o meu pensamento para todos aqueles que não fazem a mais pequena ideia do que andam a fazer neste mundo, que não sabem quem são. Começo por deixar aqui alguns testemunhos:

“É óbvio que sei quem sou! Sou uma enfermeira bastante realizada profissionalmente, casada e com dois filhos, que são a minha razão de viver.”

“Eu sou engenheiro informático e trabalho numa empresa fantástica. Gosto de música rock e de estar com os meus amigos, não perco um festival de música.”

“Sou jornalista e trabalho para um jornal e uma rádio, mas já estou um pouco farta deste trabalho. O que eu gosto mesmo de fazer é de cozinhar. Estou a pensar abrir a minha própria empresa.”

“Sou fisioterapeuta, casado e tenho um filho. Sou muito feliz. Mas a minha paixão são as motos! O que me deixa mais feliz é sair de casa sem destino.”

“Sou educadora de infância, namoro há 8 anos e agora estamos a planear casar.”

É irritante não é? Ver pessoas tão bem resolvidas que têm tudo para serem felizes. Não sente inveja dessas pessoas? Não gostava de se sentir assim tão confiante?

Quando olha para os seus amigos, familiares ou conhecidos, e para aquilo que eles conquistaram, é inevitável não se sentir assim. Todos nós sentimos alguma inveja, com certeza eles mesmos têm inveja de si. Enquanto esta inveja for saudável, é boa, porque o ajuda a ser um pouco mais competitivo e acaba por se esforçar mais para poder chegar mais longe.

No entanto, nem tudo o que reluz é ouro. Já lhe passou pela cabeça que a enfermeira pode ter essa profissão como segunda escolha? Porque não conseguiu entrar no curso de medicina? E o engenheiro informático? Talvez esteja à espera do amor da sua vida, para casar e ter filhos, mas parece que esse dia nunca mais chega. Quanto à jornalista, ela parece estar decidida a mudar de vida, mas talvez o receio de falhar esteja a levar a melhor… E o fisioterapeuta? Tudo parece correr bem, mas será que ele tem tempo livre suficiente para se dedicar àquilo que lhe dá tanto prazer (as motos)? Já a educadora de infância, parece ter a história de amor perfeita, mas quem sabe se ela acabará por se separar do noivo por descobrir que ele a traía? Não seria a primeira vez que o noivo (ou noiva) trairia o parceiro, mesmo no dia do casamento.

Parece que apenas apontei aspetos negativos, mas a moral da história é mesmo esta: Todas as histórias têm duas ou mais versões, e cabe-lhe a si decidir qual a que têm maior importância na sua vida!

Não há pessoas nem vidas perfeitas! A perfeição está na forma como sabe ser feliz com quem tem ao seu lado e com aquilo que alcançou ao longo da vida. Por mais que queira, não pode SER TUDO, não é verdade? Tem de escolher um caminho e encontrar a sua forma de ser feliz. E isso passa por saber aquilo que gosta, rodear-se de pessoas interessantes que partilhem os seus gostos e sonhos.

Por isso, antes de se rebaixar ou sentir que não é capaz de ser feliz como é, olhe bem à sua volta, recorde os seus feitos e as suas conquistas. Não queira ser mais uma cópia foleira do que há por aí, queira sim ser uma peça rara e exclusiva. Lembre-se que as pessoas tendem a definir-se por aquilo que têm ou fazem, dificilmente sabem quem são. Permita-se a conhecer-se melhor e a traçar o seu próprio caminho.

“O grande segredo de uma vida bem-sucedida é descobrir qual é o seu destino, e então realizá-lo.” – Henry Ford

 

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