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Vontade de amar quem me ama

não sei amar

Que vontade de amar!

Aconteceu outra vez!

De uma forma tão inesperada

Agora não consigo dormir

Como é possível que me deixes deste jeito?

 

Os nossos destinos cruzaram-se inesperadamente nessa noite.

Dois meses se tinham passado desde aquela fantástica tarde que mudou a minha vida para sempre! Desde então, pensava em ti todos os dias, tentando entender o que se havia passado.

Terias sentido o mesmo?

Como poderia saber se nunca mais falamos?

Recordei vezes sem conta os momentos que passamos juntos. Tentei perceber se alguma vez me tinhas dado um sinal de que poderias ter algum interesse em mim.

Por incrível que pareça, recordei vários momentos e palavras que trocamos, fiquei ainda mais confusa!

Como não reparei nisto antes?

Algo me diz que gostas de estar comigo! Mas então porque desapareceste?

O que significaria isto afinal?

Durante estes meses convenci-me de que estava errada e tentei esquecer-te.

Mas eis que o destino nos juntou novamente. Nessa noite acenei-te e sorri, tentando ignorar todo e qualquer sentimento que me inquietava, e tu retribuíste timidamente.

Ofereceste-me boleia para casa, e eu quase que recusei. Quase… Uma parte de mim queria muito estar contigo e a outra, talvez a mais sensata, dizia-me que eu não morava assim tão longe por isso podia ir a pé, não havia necessidade de estar tão perto de ti outra vez.

Como é óbvio, dei mais ouvidos ao louco do meu coração e ignorei a minha sensatez.

Tenho de admitir que valeu a pena!

Desbloqueaste aquele silêncio, perguntando-me como tinha corrido o meu dia, e num instante começamos a falar das coisas aleatórias que preenchiam os nossos dias, sem nunca mencionar o que se havia passado.

Como poderia saber se não seria uma fantasia da minha imaginação? Porque não abordavas este assunto?

Assim que chegamos a minha casa, a conversa estava tão animada que optaste por desligar o motor do carro. O meu coração sorriu!

Três horas mais tarde olhaste para o relógio e admirado comentaste: “Já são estas horas? Parece que só estamos aqui há meia hora!”. Senti-me tão bem! E por momentos temi que quisesses ir embora. Mas não foste!

É tão difícil expressar a minha vontade de estar perto de ti e de não te deixar ir embora. Uma vontade enorme de te tocar, de te abraçar, de te sentir perto de mim… mas não sei como poderás reagir.

Em que estarás a pensar?

Não me importo que nada aconteça, mas por favor não te vás embora!

Eram já cinco da manhã quando finalmente decidimos que seria melhor irmos dormir. Teríamos de trabalhar no dia seguinte.

Eu não queria nada que fosses… não queria deixar de sentir… será que se voltaria a repetir?

No momento da despedida, eu tremia de tal forma que não conseguia saber o que dizer, o que fazer

Não consegui… tal era o medo que algo pudesse estragar aquele momento mágico que optei por sair à pressa sem sequer me despedir.

Mas que asneira foi esta? O que queria eu afinal?

Não seria aquele um sinal de que pudéssemos estar em sintonia?

 

Que vazio é este que estás a preencher no meu coração?

 

vontade-de-amar

 

 

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Será possível entender o amor? Que sei eu afinal?

Que sei eu da vida afinal?

Todos os dias uma nova aventura,

Todos os dias aprendo algo novo,

Todos os dias descubro que afinal estava errada!

Será esta a beleza da vida?

Chegaste de mansinho

Entraste na minha vida pé ante pé

Foste apenas um amigo

Aquele tão desejado amigo

Nessa mesma altura, em que o mundo parecia desabar aos meus pés…

De verdade que não me dei conta do que estava a acontecer.

Até aquele dia!

Sim, aquele tão enigmático dia, que teria sido apenas mais uma tarde que passamos juntos…

Mas não, não foi mais um dia! Ali o meu coração estremeceu, o meu corpo e a minha mente já não me obedeciam. Nesse dia, o mundo parou por breves instantes e estávamos ali os dois sozinhos. Tu sorrias e eu retribuía, enquanto dizia coisas sem sentido por não saber como reagir.  Eu não queria ir embora, não queria deixar de sentir, mas não conseguia ficar. As palavras já não mais faziam sentido e só consegui fugir.

Será possível?

Não consegui precisar se sentiste o mesmo, mas algo me dizia que sim.

Vim embora de coração acelerado e sorriso nos lábios.

Mas que raio se tinha passado? Pode a música unir dois corações deste jeito?

Mandaste mensagem… que queria isso dizer? Fiquei eufórica e deixei escapar um desabafo de que tinha adorado o dia e que me sentia bastante feliz.

E tu? Nada!… De um momento para o outro desligaste a ficha e deixei de saber de ti.

O que foi isto afinal? Fui eu que interpretei mal?

Mesmo sem saberes, conseguiste que eu me apaixonasse por ti, ou terá sido de propósito?

É horrível não saber… mais difícil ter a coragem de perguntar… mais vale esquecer…

Mas que medo é este de querermos ser felizes?

Valerá a pena insistir?

Algo me diz que sou apenas mais uma, tentando convencer-me do contrário.

E assim vou vivendo o meu drama, sem saber se devo ou quero esquecer.

Este sentimento despertou em mim uma nova vontade de viver, de querer ser melhor, de sorrir para a vida! Esta é uma felicidade que há muito não sentia…

Ver-te… deixa-me desconcertada… é mais fácil fingir que não estás…

Lamento não saber o que pensas ou sentes, mas bem no fundo do meu ser, eu acho que sei. Sou só mais uma, tentando convencer-me do contrário.

Porquê?

Talvez não queira que este sentimento se desvaneça tão rapidamente como apareceu. É tão bom estar apaixonada! Mesmo que seja passageiro, mesmo que não seja correspondido.

O que seríamos nós sem o amor?

 

Afinal há paixão

 

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Como ser feliz? Será assim tão fácil?

Eram 8h da noite e Marta tinha acabado de jantar.

Enquanto arrumava a cozinha começou a refletir sobre o seu dia de trabalho e como tinha de passar todos os seus dias fechada dentro de quatro paredes, com dias fantásticos como aquele.

Abriu o frigorífico, pegou numa sidra e dirigiu-se ao elevador do seu prédio. Subiu ate ao ultimo andar, entrou na zona do terraço e sentou-se numa espreguiçadeira junto a piscina. Boa, ainda vim a tempo de ver o pôr do sol. Como é bom o Verão! – pensou Marta.

Subitamente eis que surge uma figura alta e morena por detrás do muro onde se encontrava o balneário. Os dois trocaram um intenso olhar. Marta não conhecia aquele homem e questionou-se como era possível que nunca o tivesse visto por ali. O desconhecido sorriu e aproximou-se de Marta, sentando-se na espreguiçadeira ao seu lado.

Marta não sabia se havia de dizer algo para quebrar o gelo, e por essa razão limitou-se a olhá-lo de relance e a sorrir.

– Sabe bem vir aqui acima depois do trabalho para relaxar.

Aquela voz… Marta corou. Era o seu vizinho da frente! Mas como poderia ela reconhece-lo assim de tronco nu e com aquele cabelo todo despenteado?

– Sim, o pôr do sol visto daqui é lindíssimo. – concordou Marta – Nem acredito que esta é apenas a segunda vez que venho cá acima, ao fim de um ano a morar aqui.

– Então já viu o que anda a perder… Eu sou o Paulo, muito prazer.

Ficaram quase uma hora a conversar e no final trocaram de números de telefone. A partir daquele momento a vida de Marta nunca mais foi a mesma.

Todos os dias esperava ansiosamente pelas 6h da tarde, para sair do trabalho e ir apanhar uns banhos de sol na presença de Paulo. Certo dia, já passavam das dez da noite e ambos se encontravam deitados nas espreguiçadeiras a conversar debaixo do céu estrelado. Paulo estendeu a mão de forma a alcançar a mão de Marta e ambos se olharam expectantes. Levantaram-se e antes que Marta tivesse tempo de dizer alguma coisa, Paulo beijou-a intensamente. Marta nunca se havia sentido assim, foi o beijo mais apaixonado que alguma vez recebera. Ela sabia que tinha encontrado o tal.

Se nunca tivesse quebrado a rotina, Marta nunca teria conhecido o pai dos seus filhos. O mais certo seria continuar na sua vida de sempre, na vida que conhecia, e nunca teria dado o passo para uma vida mais feliz.

Todos nós criamos as nossas rotinas, é a forma mais fácil de nos organizarmos para o trabalho e para a vida pessoal. Mas é fora da rotina que acontecem as coisas mais incríveis e emocionantes.

Por isso, não se deixe absorver de tal forma pela rotina a ponto de não se aperceber do que se passa à sua volta. A rotina dá-nos uma certa sensação de segurança, mas ao mesmo tempo podemos ficar aborrecidos por vivenciar sempre as mesmas coisas, nos mesmos locais, com a mesmas pessoas. Esteja sozinho/a ou numa relação, deve sempre encontrar um meio termo para aquilo que entra na rotina.

Se está solteiro/a deve arriscar mais, sair com outras pessoas, visitar locais novos… manter-se sempre à defesa não o/a vai ajudar a encontrar alguém.

Por outro lado, se está numa relação, também não pode deixar que a sua relação caia na rotina. Quando chega algo ou alguém que altere a sua rotina, a tentação de trocar o certo pelo incerto é enorme! Mas não se deixe iludir por tudo aquilo que sai da rotina e é extremamente aliciante. Deve sempre questionar a razão pela qual se sente tentado/a, e se isso não será apenas um sintoma de que a sua relação está demasiadamente estagnada. Para combater este tipo de sedentarismo relacional deve forçar-se a criar momentos diferentes ao longo da sua semana, por mais que esteja cansado/a deve sempre guardar alguma energia para alimentar o amor da sua relação.

Aquilo que hoje é novidade, amanhã deixa de o ser. Por isso pense duas vezes antes de perder o amor da sua vida em prol de uma aventura!

Preste mais atenção aos sinais que a vida lhe dá!

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Terá o verdadeiro amor um final feliz!

Verdadeiro amor

Não sei o que é o verdadeiro amor, se não um final feliz, mas a verdade é que o que é verdadeiro nunca é feliz. Será que este amor é tão errado como toda a gente o diz? Mas é ele que nos cura as feridas do passado como sempre quis e que me faz lembrar do presente sempre que o diz.

O amor verdadeiro não é aquele que queremos sentir, mas aquele que nos faz entender, perceber o que realmente entendemos e o que faz realmente acontecer. O amor verdadeiro não é nada mais nada menos, que eu querer-te por inteiro, e ser tudo menos traiçoeiro, é viver sempre por inteiro o grande momento e a completar tudo sem qualquer medo muito menos receio. O amor verdadeiro não é nada, por acaso, nada é se não um atraso, tudo se transforma num simples abraço e desejo, como é aquele que permanece sempre, mesmo que este seja negado. Como será algo que terá de ser ultrapassado num caminho que acontece sempre algo alguma vez inesperado.

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“O que é verdadeiro é eterno” já diziam os nossos antepassados, o que é verdadeiro é para sempre, mas será que por ser tão verdadeiramente, tem final feliz? Não, para mim o amor não tem se não o perdão. Ambos temos de lutar, ambos temos de sonhar, ambos temos de ultrapassar obstáculos, e acreditar que este amor é para sempre pois eu acredito definitivamente que o amor verdadeiro cura arduamente as feridas, faz nada mais que maravilhas, mas também, faz qualquer vida muito desiludida, adormecida e sem qualquer arritmia.

A verdade é que esse amor, nem a morte faz esquecer, o que é verdadeiro ninguém tem sequer o poder de desaprender, nada o pode derrotar, mesmo que tentem fazer-nos alguma vez duvidar é mais forte que alguma vez alguém poderá imaginar. São sentimentos a percorrer que ninguém pode tirar, deixar ou largar, é verdadeiramente certo que esse amor não tem como imaginar, é simplesmente algo verdadeiro que não tem final feliz, pois o que é simplesmente verdade sempre volta, o que tem de ficar fica sempre, mas o que tem de finalizar nunca será permanente.

O verdadeiro segredo é sem duvida alguma perpetuidade, sermos o que somos e pensarmos no que queremos ter, guardarmos na nossa alma o caminho que queremos percorrer, e acreditar, acreditar que o amor não tem final feliz, custa a superar, custa a crer e a imaginar, mas a verdade é que ele existe e nada mais podemos um dia separar.

O amor verdadeiro é assim como estrelas do céu a brilhar, cheio de esperança numa noite de luar mas também é a trovoada inesperada, a dificuldade percorrida na estrada e a chuva que cai em alvorada porque

“o amor verdadeiro não se conjuga no passado, ou se ama para sempre ou nunca se amou verdadeiramente”.

M.Paglia

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