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Sempre como dois adolescentes

Adolescentes

Desde que te vi pela primeira vez achei que era para sempre, adolescentes, mas agora der-repente observo que nada é para sempre. Quando eu te vi pela primeira vez, não pensei imediatamente “vou amar este rapaz para todo o sempre”, mas agora que tudo passa e existe cada vez mais gente será que gosto de ti sempre?

Foi o fato de te ouvir, o fato de seres diferente que meia doente fiz-me ao presente. Não perdi tempo contigo e foi ardente .  Os teus movimentos, os teus lábios pareciam uma dança que eu já tinha aprendido antes e me tinha esquecido consequentemente.

Ao fim de alguns dias ou umas horas, tudo em ti me era familiar e era como se já te conhecesse desde sempre. E a apatia deu lugar ao entusiasmo. Lembro -me de ter olhado para as tuas mãos e ter achado que eras um homem mais quente. Aquele que me levava para lugares que só se via com sol poente.

Queria que esses dias não acabassem nunca . Que o sol decidisse tirar férias e as palavras nunca se esgotassem com o cansaço e o sono. Que nada nem ninguém estragasse o meu tesouro. Mas nada é como digo ou ouro, nada é como aquele dia que podias mudar a minha vida e declarar que  apesar de ter tentado não pensar que te podia amar para toda uma vida merecida, e por mais que eu tenha movido montanhas, silenciado tambores e desviado marés… a verdade é que não consigo evitar apaixonar-me por ti para sempre como sempre fomos dois adolescentes.

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Escrevo o que sinto

Uma vez disseram-me para escreve, “escreve o que sentes só assim diminuis a tua febre de sentir” e aqui estou eu mais uma vez a escrever.
Rapariga de poucas palavras, com poucas atitudes, mas com muito saber, escrevo porque me faz bem, digo o que sinto, faz-me acreditar que existe em mim um grande ser percorrendo o meu instinto. Não, não eu não minto, apenas digo, apenas sucinto. Escrevo o que me vem na alma e o que mais me acalma, escrevo porque gosto, escrevo porque a vida ensinou-me a viver e assim terá de ser.
A escrita para mim é algo como um rio que desagua quente ou frio e que me dá a entender que é mais preciosa que eu mesma, que me dá um certo fastio. Medo, ai que medo que esta vida me dá e das coisas que poderão vir a ser. Eu sei que tenho de pensar, o positivo, mas é a única forma que eu sinto, e nada mais é o que pressinto, que uma vida cheia de vontades e gratidão. Mas cada vez que vejo a vida, esta ensina a dizer e escrever na escuridão.
No inicio escrevia apenas por escrever, ou porque me apetecia escrever, ou porque era a forma de me entreter o espírito que queria mostrar. Escrevia por impulso, escrevia por propulsão do meu consciente e entendi que escrever era um refúgio, uma única luz, ou um Vulcano sobre uma forja ardente e muito mais que trabalhar contente, é simplesmente a angústia, a dor, a certeza ou a liberdade que mostro a toda a gente.
Escrevo como um livro escreve uma história, escrevo porque digo tudo o que vem na alma, escrevo porque gosto de cantar quando estou só, escrevo porque ouço e escrevo para todos aqueles que gostem de me ouvir e para aqueles que me amam verdadeiramente como eu sou. Pois não existe razão melhor para escrever que um espirito de um ser para entreter e não existe melhor que escrever que um livro para ler.
Assim, escrevo o que sinto, não para ser escritor, ou muito menos jornalista, não saberei dizer se não para entender porque estou cá, porque vivo, porque amo ou mesmo porque sinto. Talvez escreva mesmo para perceber a natureza do homem e o que estou aqui a fazer, para que todos um dia percebam o que é bom dizer através das palavras o que um dia eu quis esclarecer, de uma forma sentimental, justa e verdadeira ou de algo que neste momento estou a viver.

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A minha vida num livro

A minha vida é só uma e eu não tenho muita forma de a ler. Somos invadidos pela crença da vida, ler é simplesmente ir e lutar e a leitura é a minha libertação. Viver é a tarefa mais difícil que um dia declarei, esperamos sempre mais dela do que alguma vez imaginei, mas, nem sempre ela nos trás novas mudanças, novas esperanças e novos resultados como sempre planeei.

Estamos aqui na vida só para a ler, e esta é apenas mais uma das passagens que eu quero escrever, passagem essa que custa realmente a acreditar e a desaparecer. O mundo gira em torno de nós, as pessoas nascem, outras morrem e outras sobrevivem à morte, estamos cá porque um dia  queremos ser lembrados, não esquecidos, reconhecidos, para amar a natureza e muito mais para sermos compreendidos.

Mas a vida é muito mais que isso é  saber de verdade vivê-la e compreendê-la, é para quem sabe viver da gratidão e para quem sabe dar muitas vezes a mão, é para aqueles que são fortes, não desistem é unicamente para aqueles que amam e nunca deixam de amar, como é para aqueles que aprendem a crescer sem nunca voltar a errar.

A vida é assim mesmo, um livro, em que cada dia existe uma nova página, em cada ano um novo capítulo, em cada século um novo desafio, a cada hora uma nova vírgula e em cada altura um ponto final. Na vida tudo é imprescindível ,  não acreditar nela é simplesmente esquecer, a vida nasceu para ouvir, para a ler e devemos sempre aproveitar cada minuto, cada segundo e cada momento passado em cada página do nosso livro e,  no fundo, saber usufruir dela até um dia a página novamente virar e o mundo mais uma vez desabar.

Nós simplesmente temos de saber ultrapassar cada obstáculo para de verdade sermos lembrados porque cada um de nós somos seres extraordinários que nascemos para amar e a melhor estrela do céu é a nossa para brilhar. Não existe tempo, nem horas, ler a vida e o que ela nos proporciona é o melhor caminho que se deve seguir. Fomos feitos da terra e de Deus e fortes o suficiente para acreditar que um dia o sol nascerá,  a página virará  e  um novo dia finalmente brilhará.

Hoje é assim que imagino a minha vida, reescrevendo-a e começo aos poucos a vivê-la, começando mais uma vez por a ler, a pensar e a recomeçar um novo capítulo da minha história, sem quaisquer interrogações, virgulas ou pontos finais, dando novamente e mais uma vez um novo rumo a ela.

E assim digo …

“Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro”.

Henry David Thoreau

 


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