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A Mudança

Mudança

A mudança, somente, se dá quando damos o primeiro passo.

Toda e qualquer mudança tem de vir da consciencialização de melhorar, crescer, evoluir e ser uma nova pessoa, e isso tem obrigatoriamente de passar pelo nosso interior, pois ninguém poderá fazê-lo, para além de nós.

De nada adianta maquilhar o rosto, ter um novo estilo de roupa, um jeito diferente de andar, uma nova pose para a fotografia, se não efectuamos a mudança mais importante que é aquela que nasce dentro de nós, de forma franca e honesta e de um jeito transformador e consciente.

Muita gente, acredita que uma pincelada no visual, uma coloração diferente nos cabelos e um retoque na maquilhagem consegue transformar seus dias em beleza e atracão, em mudança radical e no nascer de uma pessoa diferente…mas esse é um grande e traiçoeiro engano! Só mudamos de verdade quando nos olharmos por dentro e descobrirmos o que nos torna mais infelizes, o que nos faz sentir no inferior, o que nos afasta do bem, o que nos corrói a alma e o que faz padecer pelos nossos erros.

Partindo dessa constatação, feita com o coração puro e consciente da necessidade de mudar, é que realmente mudamos, crescemos, iluminam-nos, tornamos-nos mais doces, mais humanos. É aí que evoluímos! Ganhamos mais maturidade e com isso aprendemos a usar as nossas experiências da vida a nosso favor, especialmente aquelas que nos deixam marcas mais negativas. As tais que causam maiores estragos  cada vez mais na nossa alma.

Em suma, o medo é assustador. Damos por nós a pensar: “e se der tudo errado de novo”? E é um pensamento legítimo. Se já erramos bastante, ao tentar de novo o receio torna-se maior. No entanto, pior ainda que não tentar uma nova mudança é continuar estagnado.

A mudança pode ser assustadora, mas são estritamente necessárias para que tudo se possa transformar!

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Insurgência em mim

Tão urgente que não consigo acompanhar
Tão desordenado incapaz de me orientar
Tão descontrolado que abafo o meu querer
Tão vagarosamente que me sinto a perder

Há sempre outras coisas para fazer,
outras pessoas para ver,
e outros lugares para conhecer,
Há sempre outra vida para viver.

É imensa a vontade de partir
O desespero deixar de sentir
A angustia não saber se ficar
Inquietação do que há para amar

O tempo urge e nada a acontecer
Esta ânsia de algo que quer reviver
No fim só o desejo renascer.

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Como ser feliz? Será assim tão fácil?

Eram 8h da noite e Marta tinha acabado de jantar.

Enquanto arrumava a cozinha começou a refletir sobre o seu dia de trabalho e como tinha de passar todos os seus dias fechada dentro de quatro paredes, com dias fantásticos como aquele.

Abriu o frigorífico, pegou numa sidra e dirigiu-se ao elevador do seu prédio. Subiu ate ao ultimo andar, entrou na zona do terraço e sentou-se numa espreguiçadeira junto a piscina. Boa, ainda vim a tempo de ver o pôr do sol. Como é bom o Verão! – pensou Marta.

Subitamente eis que surge uma figura alta e morena por detrás do muro onde se encontrava o balneário. Os dois trocaram um intenso olhar. Marta não conhecia aquele homem e questionou-se como era possível que nunca o tivesse visto por ali. O desconhecido sorriu e aproximou-se de Marta, sentando-se na espreguiçadeira ao seu lado.

Marta não sabia se havia de dizer algo para quebrar o gelo, e por essa razão limitou-se a olhá-lo de relance e a sorrir.

– Sabe bem vir aqui acima depois do trabalho para relaxar.

Aquela voz… Marta corou. Era o seu vizinho da frente! Mas como poderia ela reconhece-lo assim de tronco nu e com aquele cabelo todo despenteado?

– Sim, o pôr do sol visto daqui é lindíssimo. – concordou Marta – Nem acredito que esta é apenas a segunda vez que venho cá acima, ao fim de um ano a morar aqui.

– Então já viu o que anda a perder… Eu sou o Paulo, muito prazer.

Ficaram quase uma hora a conversar e no final trocaram de números de telefone. A partir daquele momento a vida de Marta nunca mais foi a mesma.

Todos os dias esperava ansiosamente pelas 6h da tarde, para sair do trabalho e ir apanhar uns banhos de sol na presença de Paulo. Certo dia, já passavam das dez da noite e ambos se encontravam deitados nas espreguiçadeiras a conversar debaixo do céu estrelado. Paulo estendeu a mão de forma a alcançar a mão de Marta e ambos se olharam expectantes. Levantaram-se e antes que Marta tivesse tempo de dizer alguma coisa, Paulo beijou-a intensamente. Marta nunca se havia sentido assim, foi o beijo mais apaixonado que alguma vez recebera. Ela sabia que tinha encontrado o tal.

Se nunca tivesse quebrado a rotina, Marta nunca teria conhecido o pai dos seus filhos. O mais certo seria continuar na sua vida de sempre, na vida que conhecia, e nunca teria dado o passo para uma vida mais feliz.

Todos nós criamos as nossas rotinas, é a forma mais fácil de nos organizarmos para o trabalho e para a vida pessoal. Mas é fora da rotina que acontecem as coisas mais incríveis e emocionantes.

Por isso, não se deixe absorver de tal forma pela rotina a ponto de não se aperceber do que se passa à sua volta. A rotina dá-nos uma certa sensação de segurança, mas ao mesmo tempo podemos ficar aborrecidos por vivenciar sempre as mesmas coisas, nos mesmos locais, com a mesmas pessoas. Esteja sozinho/a ou numa relação, deve sempre encontrar um meio termo para aquilo que entra na rotina.

Se está solteiro/a deve arriscar mais, sair com outras pessoas, visitar locais novos… manter-se sempre à defesa não o/a vai ajudar a encontrar alguém.

Por outro lado, se está numa relação, também não pode deixar que a sua relação caia na rotina. Quando chega algo ou alguém que altere a sua rotina, a tentação de trocar o certo pelo incerto é enorme! Mas não se deixe iludir por tudo aquilo que sai da rotina e é extremamente aliciante. Deve sempre questionar a razão pela qual se sente tentado/a, e se isso não será apenas um sintoma de que a sua relação está demasiadamente estagnada. Para combater este tipo de sedentarismo relacional deve forçar-se a criar momentos diferentes ao longo da sua semana, por mais que esteja cansado/a deve sempre guardar alguma energia para alimentar o amor da sua relação.

Aquilo que hoje é novidade, amanhã deixa de o ser. Por isso pense duas vezes antes de perder o amor da sua vida em prol de uma aventura!

Preste mais atenção aos sinais que a vida lhe dá!

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Rapidamente fazes-me feliz

Não sei o que tu tens, não sei que fiz para me deixares tão contagiante , só sei que não é preciso muito para ser uma verdadeira mulher . Faz-me rir e eu prometo que não te faço chorar, faz-me chorar e tu vais ver que rapidamente eu deixarei de te amar só quero acreditar, que é por este amor que tenho de lutar.
Mas no fundo, digo-te com mil palavras que são as pequenas coisas que fazem-me feliz, são as pequenas coisas que tu fazes por mim o que sempre diz e que fazem mais uma dia brilhante, lindo como um altriz.
Só quero uma coisa de ti, que me faças feliz e que o saibas fazer, porque quem não sabe uma pessoa realmente não merece realmente ter, não sabe nada mais que saber-se perdoar, não sabe ver o significado que é realmente amar, e não sabe ouvir a voz que o coração chama sem hesitar. Nada tem mais a explicar e ver a pessoa que nos faz oscilar.
Serei eu o grande motivo desse teu caminho ou serei a razão de tudo que poderá descambar? Ou serás sempre tu, aquele que me fará abraçar, ir para além do amor que sempre sentimos, ou ir para mais um caminho que não o mais apetecido.

A verdade é uma, esta e mais alguma, é que rapidamente fazes-me feliz seja no momento que for, seja onde for, seja um abraço ou mesmo uma flor. Quando existe uma união, um afeto, um laço, ou mesmo um abraço, sinto que tudo que faço parte de mais, é mais uma vida que eu acabo. Acabo de conhecer esse traço, esse desejo e esse medo, pois basta apenas mexeres um dedo para tudo acabar como no começo.

Se dura para sempre, eu não sei! Só sei que rapidamente é contigo que vejo o permanente, só sei que é contigo que quero fazes-me feliz para sempre e que rapidamente não existe quem aguente, não existe amor nada mais que a gente e nada é fácil se não houver quem lute pela frente.

O mais feliz dos felizes é aquele que faz os outros felizes.

Alexandre Dumas

lariante

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Quem é você?

Sabe quem é? Sabe qual é o seu talento?

O ser humano passa a vida a seguir o exemplo de felicidade dos outros, e muitas das vezes não chega a conhecer-se. O melhor exemplo são as pessoas que não sabem estar sozinhas, precisam sempre de alguém ao seu lado, que as acompanhe e as ajude a serem o melhor delas próprias.

Hoje vou focar o meu pensamento para todos aqueles que não fazem a mais pequena ideia do que andam a fazer neste mundo, que não sabem quem são. Começo por deixar aqui alguns testemunhos:

“É óbvio que sei quem sou! Sou uma enfermeira bastante realizada profissionalmente, casada e com dois filhos, que são a minha razão de viver.”

“Eu sou engenheiro informático e trabalho numa empresa fantástica. Gosto de música rock e de estar com os meus amigos, não perco um festival de música.”

“Sou jornalista e trabalho para um jornal e uma rádio, mas já estou um pouco farta deste trabalho. O que eu gosto mesmo de fazer é de cozinhar. Estou a pensar abrir a minha própria empresa.”

“Sou fisioterapeuta, casado e tenho um filho. Sou muito feliz. Mas a minha paixão são as motos! O que me deixa mais feliz é sair de casa sem destino.”

“Sou educadora de infância, namoro há 8 anos e agora estamos a planear casar.”

É irritante não é? Ver pessoas tão bem resolvidas que têm tudo para serem felizes. Não sente inveja dessas pessoas? Não gostava de se sentir assim tão confiante?

Quando olha para os seus amigos, familiares ou conhecidos, e para aquilo que eles conquistaram, é inevitável não se sentir assim. Todos nós sentimos alguma inveja, com certeza eles mesmos têm inveja de si. Enquanto esta inveja for saudável, é boa, porque o ajuda a ser um pouco mais competitivo e acaba por se esforçar mais para poder chegar mais longe.

No entanto, nem tudo o que reluz é ouro. Já lhe passou pela cabeça que a enfermeira pode ter essa profissão como segunda escolha? Porque não conseguiu entrar no curso de medicina? E o engenheiro informático? Talvez esteja à espera do amor da sua vida, para casar e ter filhos, mas parece que esse dia nunca mais chega. Quanto à jornalista, ela parece estar decidida a mudar de vida, mas talvez o receio de falhar esteja a levar a melhor… E o fisioterapeuta? Tudo parece correr bem, mas será que ele tem tempo livre suficiente para se dedicar àquilo que lhe dá tanto prazer (as motos)? Já a educadora de infância, parece ter a história de amor perfeita, mas quem sabe se ela acabará por se separar do noivo por descobrir que ele a traía? Não seria a primeira vez que o noivo (ou noiva) trairia o parceiro, mesmo no dia do casamento.

Parece que apenas apontei aspetos negativos, mas a moral da história é mesmo esta: Todas as histórias têm duas ou mais versões, e cabe-lhe a si decidir qual a que têm maior importância na sua vida!

Não há pessoas nem vidas perfeitas! A perfeição está na forma como sabe ser feliz com quem tem ao seu lado e com aquilo que alcançou ao longo da vida. Por mais que queira, não pode SER TUDO, não é verdade? Tem de escolher um caminho e encontrar a sua forma de ser feliz. E isso passa por saber aquilo que gosta, rodear-se de pessoas interessantes que partilhem os seus gostos e sonhos.

Por isso, antes de se rebaixar ou sentir que não é capaz de ser feliz como é, olhe bem à sua volta, recorde os seus feitos e as suas conquistas. Não queira ser mais uma cópia foleira do que há por aí, queira sim ser uma peça rara e exclusiva. Lembre-se que as pessoas tendem a definir-se por aquilo que têm ou fazem, dificilmente sabem quem são. Permita-se a conhecer-se melhor e a traçar o seu próprio caminho.

“O grande segredo de uma vida bem-sucedida é descobrir qual é o seu destino, e então realizá-lo.” – Henry Ford

 

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A vida que eu escolhi

Porque faço sempre as escolhas erradas? Como é possível que nada do que eu escolho dê certo?

Planeei tudo ao mais ínfimo pormenor, e mesmo assim saiu tudo errado. Serei eu o problema?

Será que sou eu que sonho demais? Imagino coisas que não não se adequam à realidade? Planeio a minha vida com base em ideais que são meramente irrealistas?

Dado o azar que tenho, chego a preferir não escolher nada e deixar a vida acontecer.  

Já alguma vez se sentiu assim? Na verdade, deveria perguntar: quem nunca se sentiu assim?

Nem tudo na vida acontece como idealizamos. Criamos os nossos planos e temos as nossas expectativas, seja para o percurso da nossa vida ou para um dado momento em particular, e as coisas não correm como seria esperado. Por vezes isso não altera o rumo da nossa caminhada, mas existem problemas que nos destroem por completo, se nos entregarmos a eles.

No entanto, não deve deixar de sonhar e ambicionar por algo maior, seja na vida pessoal ou profissional. Como se costuma dizer: O que você não decide, outros vão decidir por si! Mas será isso que deseja para a sua vida? Que sejam os outros a decidir? Para não ter uma desilusão ou para que depois não se sinta culpado/a se as coisas derem para o torto?

ESCOLHAS

Faça as suas escolhas, e esteja preparado para enfrentar os eventuais problemas que possam surgir. Ainda assim, nem sempre estará preparado para os imprevistos, mas faça um esforço por enfrentar os problemas e resolvê-los da melhor forma possível.

Acredito que muitas vezes o que acontece é que pegamos na lupa e começamos a escrutinar de tal forma um problema que ele se torna gigante… e todos sabemos que existem problemas que são muito mais simples de resolver do que inicialmente achamos. Não seja tão duro/a consigo próprio/a! Seja exigente mas saiba perdoar-se por aquilo que não pode controlar.

O segredo de quem sabe viver a vida está em seguir em frente, e não em continuar a queixar-se do azar que lhe bate à porta. Por isso largue essa lupa, e olhe para o problema de todas as perspetivas para o tentar resolver. Lembre-se que é assim que os outros olham para os nossos problemas, e muitas vezes têm logo solução para eles. Porque não tentar?

“Tudo na vida nos conduz para onde devemos ir. Nem sempre é fácil vislumbrarmos o nosso destino a meio da viagem.” – Deborah Smith (no livro “O Café do Amor”)

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EVERYTHING (3)

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Melhores pessoas maiores defeitos

Mais defeitos

No meu ponto de vista, eu acredito que são as melhores pessoas que têm os maiores defeitos, pois eu tenho e muitos, mas são eles que me fazem viver a vida, que desde sempre luto e ser quem eu sou hoje. Muitos até podem não gostar, eu posso até atrapalhar, mas esta serei sempre eu e nada mais irá mudar.

Sou uma pessoa por vezes rude, insensível, insegura, autoritária, mas também sou oito ou oitenta, porque água morna já chega para fazer o chá. Sou mulher e vivo de escolhas não de chances, optei por ser motivada e não manipulada, por ser pessoa útil e não uma pessoa ousada, por sobressair e não competir, escolhi o amor próprio e não a autoridade, e escolhi, ouvir a minha própria opinião e não a opinião dos outros. Tenho sempre os meus limites. Sei quando estou certa, mas também sei quando estou errada. Sou e confesso que sou, uma boa pessoa, mas no fundo, sou a pessoa mais burocrática e sensata que todos conhecem.

Penso e acho que foi por meus defeitos que hoje consigo lutar, que consigo verdadeiramente amar e consigo ser e mais concretizar. Para mim pessoas sem defeitos, são pessoas com grande receio, sempre apontadas com um dedo, sempre com medo, pessoas que nasceram com um grande tormento, ou mesmo, que nasceram já com duas máscaras no seu leito.
Eu não tenho medo de mostrar meus sentimentos de fazer coisas imprudentes, e sabe eu acredito que o sentido da vida existente, é sempre para a frente. Quanto ao tempo, o tempo tem uma forma fantástica de mostrar realmente o que importa.

Por vezes sou maluca, confusa, pirada, mas sabe eu acredito que as melhores pessoas são assim! Isto porque eu sou assim, mas quer saber? Tenho é de gostar de mim, foi a vida que nos fez assim, temos de saber a enfrentar, temos de saber lutar, temos de ser quem sempre somos, e muitas vezes quem não somos, porque a vida trás muitas pedras pelo caminho e nós teremos de as chutar para longe, teremos de ser maiores que elas mesmas, e teremos de saber sempre as ultrapassar por obstáculos que aparecem na nossa frente.

Ultrapassar a dor, ultrapassar o sofrimento, ultrapassar a desilusão, ninguém está a salvo desta oração, ninguém sabe o futuro e ninguém acredita no mundo.  Mas sabe, eu acredito, eu acredito que a natureza nos deu uma missão, e por mais que a gente lute, tudo terá um destino, tudo será um caminho, que por mais pedras neles viram, eu não adivinho como será daqui para a frente.

Todos temos defeitos é certo, mas será que não são os defeitos que fazem de nós melhores pessoas? Todos nós somos diferentes, ninguém é mais que ninguém e ninguém é menos que ninguém. Todos temos rumos diferentes, todos vemos a vida de uma maneira corrente e divergente, mas nada, nada nem ninguém mudara a gente, porque nós já nascemos assim.

“Pior pessoa é aquela que não apresenta defeitos. Essa é a pior de todas … a mais falsa de todas… quantas mascaras põe esta pessoa à frente de si mesma ??!”

Marco Aurélio Masini de Sousa

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A mulher que sou!

Mulher

Não sou mulher perfeita, tenho defeitos e muitos, posso ser a mulher que queres e a mulher que não queres, nada depende de mim. Eu mudei, mudei porque a vida me fez assim. Posso até ser a mulher simpática, amorosa e amiga, mas sou muitas vezes também  a mulher chata, rancorosa e mística.

Sou mesmo a mulher que sou e não me arrependo de nada de lá chegar e  do que tudo me tornou.

No fundo eu cresci, amadureci, enfrentei a realidade e  vivi.

Amei pessoas que não deveria amar, umas não me deram o devido valor e assim deixei estar. Só fiz o que o meu coração mandou!  Tive de acordar, tive de viver, tive de assumir as minhas responsabilidades, tive de realizar todas as minhas vontades e tive de sonhar para chegar até à mulher que sou.

Se calhar não sou o que muitos estão a esperar que seja, mas também que assim o seja!

As melhores e claras decisões só partem de mim, e eu não gosto de mentiras, odeio que se metam sempre pela minha vida, sou mulher realmente perdida, porém que sabe o que realmente quer, nem que seja sozinha.

Não tenho medo de caminhar pelas árvores, não tenho qualquer medo de fazer e refazer a minha vida, apenas às vezes sinto-me a rapariga perdida, que vive sempre uma memória continua e esquecida.

Sinto que não tenho muito tempo, para esperar por algo que me faz realmente acreditar, sinto que o que levo daqui é nada, apenas os meus pensamentos, e principalmente, sinto que depois de muitos anos nesta estrada, se é aqui que quero ficar.

Foram só pedras jogadas pelo caminho.  E eu me tornei a mulher com pouca história para contar, com poucas anedotas para falar,  e com poucas conversas idiotas para acreditar.

 Eu só tenho a mim, sou como sou e o que os outros querem ver, mesmo tentando suportar cada dia que passa sem nunca esquecer a desgraça, de ser a rapariga que muitos ainda não viram a realmente a crescer.

Mas eu vou continuar, juro por Deus , amanhã  vou tentar ser alguém melhor.  Existem feridas que nunca cicatrizarão, os vazios  que nunca serão supridos, mas os sentimentos serão sem dúvida o que há de chegar do meu coração. Sou essa pessoa que sou e por esse sentimento  em vão ,  eu continuo sempre a ter de muitos uma grande opilação.

Não sou escritora, não sou poeta ou qualquer coisa sem fim . Não sou nada. Sou a mulher que sou e apenas tenho ideias. Se elas escorrem pelo seu pensamento depois que saírem de mim. Decida, o que fará com elas, se forem sempre assim. Eu cá serei a mulher que sou!

“Sou o que sou não sou nada do que eu mesma mulher *–*”

clarice

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Somos tão diferentes

Hoje em dia existem milhares de pessoas, todas elas de um planeta completamente diferente, com diferentes personalidades, diferentes pensamentos e com diferentes empatias. Umas mais introvertidas, outras mais extrovertidas, umas guiam-se pela lógica e outras pelos sentimentos. Existem pessoas com o seu próprio pensamento, e no meio de tanta divergência, existe algo bastante progressivo e bastante definido.

Aprendemos assim a lidar com os outros e com as suas diversidades, vivemos uma vida de limites e grandes dificuldades, mas, a minha pergunta é esta. como pode duas pessoas se amarem com tanta diferença e ao mesmo tempo com tanta avença? A verdade é esta, encontra-se tudo descrito no nosso coração, todo esse sentimento vem de alguma forma, que eu não consigo explicar, mas que todo o ser vive intensamente ate lá chegar.

Devemos sempre ter em mente que cada um é como é, que ninguém muda por ninguém e muito menos é igual a alguém. Somos todos diferentes e é por essa tal diferença que somos tão especiais na vida de alguém.

A vida não é uma competição, mas uma jornada, e cada passo dado, é só um caminho que deve ser saboreado. Mas será tão difícil ter um casamento que não seja tão complicado? Acredito que o casamento é mais um muro a ser arriscado, acredito que o trabalho é complicado, a vida é complicada e tudo que seja união é simplesmente mais uma complicação.  Somos exactamente aquilo que colhemos, somos seres bastantes diferentes que vivemos com receio, fomos todos criados por uma cultura, por vidas por atos e por missões diferentes, e é comum haver normalmente as brigas, os desentendimentos e ate decepções de uma forma bastante irreverente.

Com o tempo aprendemos a lidar com essas pessoas e tudo o que é diverso ou divergente. Aprendemos a ceder para o bem e a responder para o mal, a mudar sem intenção, a amar sem qualquer obrigação e principalmente a libertar sem qualquer diversão. Simplesmente aprendemos a mudar, mudar o nosso modo de ser e de estar, mudar porque a vida fez assim ficar, e mudar porque somos seres bastantes singulares.

Mudamos porque queremos mudar, mudamos e todos os anos devemos mudar, sem nunca magoar, é preciso saber ponderar, sobre os concelhos e comentários dos outros sem eles no poder influenciar, pois o sol e a chuva são exactamente a mesma, porém cada um se apercebe deles à sua maneira.

Sinto assim em dizer, que as pessoas são diferentes porque assim querem estar. Enquanto algumas perdem o valor de amar, outras ganham o seu valor para poderem explorar. Enquanto umas mudam para conseguirem o que querem, outras fazem o que querem, e enquanto outras mudam para fazerem a diferença outras fazem extremamente a diferença.

”Hoje eu acordei querendo coisas diferente de pessoas diferentes. Sinto-me bem, claro! Mais também sinto uma amargura que nada preenche. Talvez eu esteja leve, e com pesos fracos. Felicidades que cabem em uma caixinha de fosforo, e que eu guardo de lembrança. Hoje eu quero algo que mude meu sorriso, algo que me faça pensar diferente, mais pensando bem… mudar é a lei da vida, mudando ou não estarei bem, pois sempre tem uma felicidade de sobra em uma das caixinhas de fosforo que possuo.”

Grazyella Dias

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Não mudei apenas cresci

Já fui muito ingénua ao ponto de acreditar em tudo que me diziam, já fui tudo desde que fui criança, já fui completamente uma miúda muito mimada que só via a felicidade ao longo da sua estrada e que quase não precisava de nada para ser recordada e para ser bem reservada.

Já perdoei erros imperdoáveis, já recusei pessoas insubstituíveis, e já esqueci pessoas inesquecíveis. Acreditei que a amizade era para sempre que o amor era para toda a vida e já suportei bastante más companhias. Fiz coisas que se calhar não devia e não sabia, perdoei coisas imperdoáveis e realizei de tudo o que mais havia, desde agir por impulso, até a achar que estava a ter uma grande inimiga.

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Todavia, já magoei, já fui magoada e continuo a ser a mesma rapariga, que no fundo não mudou apenas cresceu, cresceu para a vida e para a fantasia, sou agora como uma libelinha, que significa algo de especial na minha vida como a renovação, o poder, o vento, a mudança, com a vontade de crescer, fortalecer e que vive com o pouco tempo que tem em prevalecer, simbolizando a luz as novas energias, a harmonia e a força.

Hoje é assim que me vejo como uma libelinha, com um espirito de uma criança, mas com uma maturidade de confiança. Não sou mais uma esperança eu cresci, amadureci e vivo com o poder e a força de quem aprendeu a viver, ir á luta e não esquecer de acreditar que tudo não passa de uma simples ilusão de quem soube viver pelas suas sombras na maior desilusão.

São poucas as pessoas que sabem enfrentar a vida, chega o momento de acreditar que a vida é nossa, somos nós que fazemos o nosso próprio caminho e que entendemos que não poderá haver melhor amor que ser um amor próprio. A maturidade é mesmo assim, permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade e querer cada vez mais com mais simbolismo e doçura.

Assim viver é lutar com determinação, viver com a paixão, perder a classe, ousar a ousadia, vencer os próprios obstáculos e atrever a acreditar que o mundo é para quem sabe permanecer nele e vive-lo é muito mais que ser insignificante.

“Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome… Auto-estima”.

Kim e Alison McMillen

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Amei-te quando era adolescente amo-te no presente

Meu amor não tenho palavras para descrever o que vivemos desde quando fomos dois adolescentes. Vivemos momentos inseparáveis, momentos que nunca esquecerei e momentos que ainda acreditarei. Adolescentes fomos nós, sem qualquer senso e sem qualquer cumprimento, vivemos sempre o momento com  vontade, na gratidão e tive sempre a ti para me dares sempre a tua aptidão.

Seguimos como uns miúdos que viveram do perdão e não fazíamos a mínima ideia do que era a vida sem qualquer união. Apenas eramos dois jovens que andávamos a descobrir o amor, nem sabíamos realmente o que era a dor, a dor de amor.
Tudo o que mais queríamos era sim, viver a vida no paraíso, sem qualquer preconceito, sem qualquer defeito, e sem qualquer compromisso.

Neste momento, vivemos o presente mais  do que simplesmente, achamos que este querer e desejo é cada vez mais ardente, mas nada é igual ao que era antigamente.
Perduramos por cada instante em cada segundo, cada ano e cada minuto, a lembrar o passado que ficou para trás e a fazer cada vez mais para a nossa relação sempre conservar. Nada é mais bonito que ver os anos a passar!
Mas nem tudo são rosas, nesta vida temos as nossas lutas, as nossas discussões e as nossas angústias. Somos nada mais,
nada menos, que dois vínculos que acreditam que o amor vale a pena durar.

Amo-te no presente e quando era adolescente, amo-te quente e frio, apaixonei-me hoje e sempre por alguém que altamente divergente, mas, que sabe além de ser bastante diferente, amar, beijar e proporcionar algo bastante coerente. É difícil dizer não, para alguém que tanto conhecemos e muito mais difícil é deixar alguém magoado alguém que já tinha sido nada mais que nosso passado.

Se este amor vai durar, eu não sei, só sei que o que interessa realmente é o presente, algo que agora sinto adurente, algo que me dê mais prazer, encante e me alimente.
A verdade, é que o passado já passou, interessa agora é mesmo tudo que é vigente, o amor que é vivido, apetecido e nada mais que aprazido, claro e expressivo.
A verdade, é que eu amei-te quando era adolescente, amo -te no presente.

 

 

 

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Sentimentos decidem as minhas opiniões

A saudade é um pouco como a fome, mas é ela que nos leva aos sentimentos que eu precinto desde que entrei no coração de um homem. Serão os sentimentos que decidirão ou não a minha opinião? Acredito que por detrás de um grande sentir existe sempre alguém que nos dará toda e só uma razão.

Não sei dizer não àquilo que realmente sinto, não sei ser uma pessoa sem alma e coração, não sei realmente ser uma pessoa sem dar qualquer opinião. Tudo que sinto digo, não minto, tudo que vejo olho com olhos de ver, e tudo o que eu digo são todos os sentimentos que tenho a dizer, sem qualquer preconceito, sem qualquer defeito e sem qualquer intelecto.

A minha opinião sobre o que sinto está descrita toda ela numa simples razão. Quando amamos alguém e esse amor não é correspondido o melhor que temos a fazer é não fazer nada. É inútil sentirmo-nos completamente perdidos e ir atrás de quem já nos quer mais que por um vencido. Os sentimentos são uma surpresa, nunca foram qualquer caridade, vivemos na esperança de ser amados por vezes por alguém que pouco faz a nossa vontade.

Procuramos sempre ser amados, mas esquecemo-nos de ser realmente compreendidos, mas será isso realmente o nosso objetivo? Vale a pena discutir por ciúmes, vale a pena cada um seguir o que gosta e esquecer os planos de que não gosta, será que vale a pena discordar sempre de várias opiniões se a pessoa não gosta da opinião do outro, nem de frequentar o mesmo lugar, para quê perder mais tempo. Se o que se tem não é amor é simplesmente um querer, um desejo, uma infantilidade que poderá ser nada mais que um simples detento.

O amor é exigente eu sei, ele não é perfeccionista, muito menos é para ser compreendido. Não existe explicação, não existe qualquer palavra que descreva o que é o amor e por isso, acho que serão os nossos sentimentos a decidirem quem estará a nosso favor e digo isto porque, não é que tenha a  razão, mas é para aqueles que sentem, que mudam, que vão atrás do que têm, do que faz bem, da sua opinião e daquilo que os contém, como vão atrás daquelas pequenas coisas que realmente o amor tem.

“Ame quem te dá amor, cuide de quem te cuida. Parece simples, mas a maioria esquece isso o tempo todo”.

Sentimentos Inversos