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Amei-te quando era adolescente amo-te no presente

Meu amor não tenho palavras para descrever o que vivemos desde quando fomos dois adolescentes. Vivemos momentos inseparáveis, momentos que nunca esquecerei e momentos que ainda acreditarei. Adolescentes fomos nós, sem qualquer senso e sem qualquer cumprimento, vivemos sempre o momento com  vontade, na gratidão e tive sempre a ti para me dares sempre a tua aptidão.

Seguimos como uns miúdos que viveram do perdão e não fazíamos a mínima ideia do que era a vida sem qualquer união. Apenas eramos dois jovens que andávamos a descobrir o amor, nem sabíamos realmente o que era a dor, a dor de amor.
Tudo o que mais queríamos era sim, viver a vida no paraíso, sem qualquer preconceito, sem qualquer defeito, e sem qualquer compromisso.

Neste momento, vivemos o presente mais  do que simplesmente, achamos que este querer e desejo é cada vez mais ardente, mas nada é igual ao que era antigamente.
Perduramos por cada instante em cada segundo, cada ano e cada minuto, a lembrar o passado que ficou para trás e a fazer cada vez mais para a nossa relação sempre conservar. Nada é mais bonito que ver os anos a passar!
Mas nem tudo são rosas, nesta vida temos as nossas lutas, as nossas discussões e as nossas angústias. Somos nada mais,
nada menos, que dois vínculos que acreditam que o amor vale a pena durar.

Amo-te no presente e quando era adolescente, amo-te quente e frio, apaixonei-me hoje e sempre por alguém que altamente divergente, mas, que sabe além de ser bastante diferente, amar, beijar e proporcionar algo bastante coerente. É difícil dizer não, para alguém que tanto conhecemos e muito mais difícil é deixar alguém magoado alguém que já tinha sido nada mais que nosso passado.

Se este amor vai durar, eu não sei, só sei que o que interessa realmente é o presente, algo que agora sinto adurente, algo que me dê mais prazer, encante e me alimente.
A verdade, é que o passado já passou, interessa agora é mesmo tudo que é vigente, o amor que é vivido, apetecido e nada mais que aprazido, claro e expressivo.
A verdade, é que eu amei-te quando era adolescente, amo -te no presente.

 

 

 

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Escrevo o que sinto

Uma vez disseram-me para escreve, “escreve o que sentes só assim diminuis a tua febre de sentir” e aqui estou eu mais uma vez a escrever.
Rapariga de poucas palavras, com poucas atitudes, mas com muito saber, escrevo porque me faz bem, digo o que sinto, faz-me acreditar que existe em mim um grande ser percorrendo o meu instinto. Não, não eu não minto, apenas digo, apenas sucinto. Escrevo o que me vem na alma e o que mais me acalma, escrevo porque gosto, escrevo porque a vida ensinou-me a viver e assim terá de ser.
A escrita para mim é algo como um rio que desagua quente ou frio e que me dá a entender que é mais preciosa que eu mesma, que me dá um certo fastio. Medo, ai que medo que esta vida me dá e das coisas que poderão vir a ser. Eu sei que tenho de pensar, o positivo, mas é a única forma que eu sinto, e nada mais é o que pressinto, que uma vida cheia de vontades e gratidão. Mas cada vez que vejo a vida, esta ensina a dizer e escrever na escuridão.
No inicio escrevia apenas por escrever, ou porque me apetecia escrever, ou porque era a forma de me entreter o espírito que queria mostrar. Escrevia por impulso, escrevia por propulsão do meu consciente e entendi que escrever era um refúgio, uma única luz, ou um Vulcano sobre uma forja ardente e muito mais que trabalhar contente, é simplesmente a angústia, a dor, a certeza ou a liberdade que mostro a toda a gente.
Escrevo como um livro escreve uma história, escrevo porque digo tudo o que vem na alma, escrevo porque gosto de cantar quando estou só, escrevo porque ouço e escrevo para todos aqueles que gostem de me ouvir e para aqueles que me amam verdadeiramente como eu sou. Pois não existe razão melhor para escrever que um espirito de um ser para entreter e não existe melhor que escrever que um livro para ler.
Assim, escrevo o que sinto, não para ser escritor, ou muito menos jornalista, não saberei dizer se não para entender porque estou cá, porque vivo, porque amo ou mesmo porque sinto. Talvez escreva mesmo para perceber a natureza do homem e o que estou aqui a fazer, para que todos um dia percebam o que é bom dizer através das palavras o que um dia eu quis esclarecer, de uma forma sentimental, justa e verdadeira ou de algo que neste momento estou a viver.

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Exigente só para mim

Vivemos num mundo cheio de esperanças, onde os que ensinam são os professores, os que sabem mais são os doutores e os que fazem mais são os produtores. Somos um mundo de exigências, de grandes conveniências, de grandes matemáticas e grandes problemáticas. Somos o mundo de rodeios e anseios, procuramos sempre as grandes oportunidades e somos interferidos sempre pelas tempestades.
Temos de ser exigentes, a vida não depende dos outros, mas de todos nós.  A vida exige que o ser humano seja feliz, mas infelizmente nada muda, nada é igual ao que era a uns anos atrás. Vivemos das esperanças, das exigências, dos conselhos dos outros, e nada fazemos para mudar. Somos aquilo que plantamos e colhemos, somos aquilo que toda a gente vê, mas não sente, só nós sabemos de nós próprios e do que realmente queremos ser.
Lutamos sempre por aquilo que nos faz feliz e esquecemo-nos dos nossos limites e velocidades, acreditamos que nem tudo são rosas, é realmente difícil se amar. Não, não sou qualquer musa, que faz tudo da criação cientifica ou artista, não tenho dons, adoraria saber pilotar, adoraria saber tocar ou mesmo saber filosofar. Sou apenas eu, exigente para mim, que tem sempre vontade de aprender algo novo, que vive sempre na esperança de conhecer um novo povo e que sonha com algo como Porto Covo.
Exigente para mim, não respiro o perfeito nem a perfeição, apenas procuro sempre mais e sempre a evolução e a afinação, sou mulher que por mais que digam “não”, vou sempre pelo caminho da minha intuição. Escrupulosa e complicada, levo a vida às vezes um pouco afastada, porque nem sempre é fácil acreditar nesta estrada. São bastantes obstáculos a ultrapassar, são muitas vezes abrir a mente para respirar e outras vezes a acreditar, tentar para não correr o risco de desmotivar.
O inicio é sempre difícil de conseguir, os obstáculos são muitos a percorrer, mas sei, que no fundo é sempre algo e sempre será uma maneira de eu crescer. Contrafeito tudo e todos, não sou nada como os outros, sou sempre exigente para mim e mais abrangente para os outros. Se sei cuidar de mim? Talvez, talvez um dia aprenda o que é estar viva e o que vim aqui fazer. Agora, é hora de rivalizar, de aprender e amadurecer sem qualquer distúrbio um dia aparecer, sempre fazendo o melhor todos os dias.
“Só hoje fui capaz de perceber que o que vier a mim, virá por mérito meu, sem pressa, exigência, formalidade. Aos poucos a gente aprende que a vida só é bela vista por bons olhos. Os meus? Se são bons, eu não sei, mas tudo me faz bem, eu tô zen. Desculpa decepciona-lo, mas com a vida, meu amor, levo em banho-maria, que a nossa relação seja um laço sem nós. E que assim se faça entender”.
Sophia Brandão